Então, passou o Natal. E o que você fez?

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Considerações filosóficas à parte, porque eu gasto meu dinheiro como eu bem entender (beijo, me liga), o meu Natal foi especial por diversos motivos. O principal deles, foi que, depois de alguns anos, resolvi comemorar em família. Diferente de tudo que imaginei e me preparei psicologicamente, foi bem tranquilo e divertido. Natal sem barracos, minha gente. Muita emoção.

Ganhei mais presentes do que imaginei e dei menos do que me preparei. Minha vida financeira ainda é um capítulo perdido no livro da vida. A grana ficou curta e eu fiz o que pude, sendo que antes de pensar em qualquer pessoa eu pensei em mim e resolvi me presentear com coisas que eu desejava há tempos.

Antes de sair para confraternizar em família, eu resolvi fazer uma confraternização a dois. Como vocês sabem, eu tenho um namoradinho (o espanhol que está fazendo intercâmbio, lembra?) que não tem amigos, família ou qualquer outra pessoa para celebrar qualquer data. Óbvio que ele foi convidado para a festa em família, mas eu pensei em algo mais intimo, mais detalhes tão pequenos de nós dois e resolvi fazer uma ceia só nossa. Teve panetone, champanhe, troca de presentes ao pé da árvore, cartões com declaração de amor e até um jantar que eu arrisquei fazer. 
O cardápio foi de peru, tender, arroz com lentilhas, farofa, frutas e vinagrete com lentilha. Um pouco de casa coisa, para sobrar espaço para a próxima ceia. 
Ele ficou encantado com tudo e chorou feito uma criança quando perde doce. Para provar que não sou mão de vaca, ainda liguei para a família dele na Espanha e ele pode falar com todos. Foi mesmo muito emocionante.
Depois, pegamos a estrada e dirigimos por quase três horas até chegar no litoral. Chegamos aos 45 do segundo tempo, com toda família já rezando para comer. Só deu tempo de segurar na mão e já cair matando nas comidas todas maravilhosas.  Depois, muita conversa jogada fora, abraços nos desafetos, corrida de saco, ovo na colher e geral se jogando na piscina para selar a noite de paz.

Para provar que estou melhorando na cozinha, saca só um pouco do que rolou na minha casa: 

 Tender muito doido, que eu fiz com alecrim, molho inglês e cravo e que ficou muito bom, acredite.


 Arroz com lentilhas e cenoura ralada, que virou a sensação da noite.

E o velho amigo peru, que não pode faltar de jeito nenhum.

E você, o que fez no Natal? Conta pra mim, vai. =)

Tchau, sobras

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Minha mãe, que Deus a tenha, deixou muitas lições nesta vida. Umas bastante aplicáveis, outras, nem tanto. De tudo que a minha mãe fez/falou, sempre me vem a lembrança uma época quando eu era criança, e era normal ela trazer os afilhados do interior para passar as férias conosco. 
Como eram pessoas humildes, que quase nunca viam aquelas novidades da cidade grande, era super normal que eles se encantassem com tudo e quisesse ter o máximo daquelas novidades, seja ela de qualquer espécie: comida, roupa, brinquedos e etc.
No almoço, vi inúmeras vezes minha mãe reclamar com seus afilhados sobre a quantidade de comida no prato:
-Pegue apenas o que vai comer e seu estômago comporta. Isso não é fome. É olho. A comida não vai sair correndo.
O discurso dela sempre foi, basicamente, o de que tenha/use apenas o que precisa. Acontece que a minha mãe era do tipo faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Eu nunca entendi como ela enchia o prato de comida, jogava mais da metade fora e reclamava quando fazíamos o mesmo.
Na casa em que morávamos, tinha 6 quartos, sendo que um deles era teoricamente de hóspede, mas na verdade, servia para abrigar um guarda-roupa (ainda não atualizei) abarrotado de roupas de cama, mesa e banho. Na cozinha foi preciso fazer um anexo, para que ela pudesse guardar todas as panelas e vasilhas que ela insistia em colecionar. 
Veja, não fazia sentido o discurso tenha/use apenas o que precisa.
No auge da minha rebeldia e da nossa guerra fria, eu virei uma consumista de primeira linha. Sempre tinha mais do que queria ou precisava. No fundo, era uma forma de mostrar para a minha mãe que eu também podia cometer esses desatinos. Houve época em que cheguei a ter mais de 100 pares de sapatos, mais de 30 bolsas, roupas e mais roupas, que algumas eu me desfiz sem sequer tirar a etiqueta.
A verdade, é que por mais que você use palavras para conscientizar sei lá o que, de nada adianta se você não dá o exemplo, e a vida, meus amores, ela sempre ensina. Seja por amor ou pela dor.
Ainda sem perceber o viria a seguir, eu comecei a me desfazer de algumas coisas da casa, quando fiquei sozinha. Era muita coisa desnecessária e que eu jamais precisaria. Não fiz isso porque, enfim, aprendi a lição da minha mãe. Fiz porque queria mesmo me livrar daquelas coisas. 
E então que as vacas que estavam magras começaram a ficar anoréxicas e eu, que cheguei ao ponto de vender o almoço para pagar o jantar, comecei a me questionar se realmente havia necessidade de ter todas aquelas coisas. A sensação que eu tinha era de que comprava compulsivamente para preencher algo que eu nem sabia o que era.
A situação apertou bastante e por mera questão financeira eu comecei a me desfazer de algumas coisas. No começo, eu fiquei desesperada, porque embora fossem coisas fora de uso, eu fiquei com a sensação de que em breve poderia precisar delas, mas, como disse, a coisa estava bem apertada e por uma questão alimentar, era vender ou passar fome. Vendi.
Depois de um tempo, a sensação de desapego começou a fazer bem e eu pude, enfim, começar a entender o que a minha queria dizer. Eu tinha coisa que não precisava, mas tinha, apenas para dizer que tinha, mesmo que aquilo fizesse muito mal ao meu bolso. 
Hoje, depois de muito quebrar a cara, parei de ostentar. Tenho exatamente o que preciso para viver no mínimo de conforto e sempre que vejo uma coisa que quero muito, eu fico refletindo se além do desejo material há mesmo alguma necessidade em adquirir tal coisa. É óbvio que eu ainda tenho uns surtos e saio comprando a loka de tudo, mas compro bemmmm menos do que tempos atrás. 
Neste final de ano, resolvi me livrar de tudo que está encostado. Seja projetos, pessoas, sentimentos, roupas, sapatos e acessórios. Tudo aquilo que está no cantinho, esperando uma chance, eu resolvi deixar ir. Quem precisa de uma chance sou eu, porque lá no fundo, é bem legal quando você aprende a conviver com aquilo que você precisa, sem sobras, sem acúmulos. ;)

WhatsApp x Bom senso

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Então que cerca de duas semanas atrás, uma amiga pediu para mandar uma mensagem através do meu WhatsApp, porque ela havia esquecido o celular em casa e era coisa urgente. Não vi mal algum e prontamente ofereci o meu aparelho.
Dia seguinte, essa mesma amiga pediu para mandar outra mensagem, porque mais uma vez ela havia esquecido o aparelho dela em casa. Vale lembrar que WhatsApp é uma coisa bem intima, bem pessoal. Não é, por exemplo, como um contato de Email ou do antigo MSN (RIP). É o seu número de telefone, que você, no caso, eu, só fornece para pessoas confiáveis ou que sinta vontade de fazê-lo. O que não é o caso aqui.
Aparentemente é uma coisa banal. Ela mandou algumas mensagens e tudo certo, correto? Errado.
Ela mandou mensagens não só para uma pessoa, mas para várias. De repente, um monte de gente que eu não fazia ideia estava mandando mensagens sem parar, inclusive, na madrugada, para o meu celular. A inconveniência era tanta, que eu passei a deixar o celular em modo silencioso, apenas para poder dormir tranquilamente, já que os amigos dela adoravam mandar mensagens durante a noite.
Sim, eu poderia ter conversado com ela antes, ter dito que estava me incomodando e tals, mas eu sou um tipo estranho que sofre muito quando precisa dizer algo que o outro não quer ouvir. Fui adiando falar sobre isso, na esperança de que o bom senso virasse o melhor amigo dela e ela deixasse o meu celular em paz. 
Não deu. O que aconteceu foi totalmente o contrário. Ela já estava adquirindo um documento de propriedade do meu celular, porque sempre que chegava no trabalho, ela ia até a minha mesa e pedia para mandar mais uma mensagem. Mandava tantas que só devolvi o MEU CELULAR na hora do almoço, e mesmo assim porque eu pedia. 
Acontece que quando eu passei a usar o celular no modo silencioso, eu não só deixei de ver as mensagens dos amigos dela como também as mensagens e telefonemas dos meus amigos. Isso acabou causando algumas confusões e desentendimentos desnecessários, como no dia que fiquei mais de duas horas esperando por uma amiga e ela avisou por mensagem sobre o atraso e eu não vi porque o cel estava no mute.
Então que no dia seguinte, quando ela veio toda sorridente pedir o meu celular para mandar mais uma mensagem (e só devolver na hora do almoço), eu deixei toda vergonha de lado e falei o quanto aquela situação era incômoda. Que os amigos dela mandavam mensagem na madrugada, que era um monte de gente desconhecida invadindo a minha intimidade, que por causa desses inconvenientes eu havia perdido alguns compromissos, sem contar nas pessoas que falam comigo, às vezes precisando de uma resposta imediata, e que eu só via horas depois, quando ela me entregava o celular.
Qualquer pessoa de bom senso, acho eu, perceberia ali mesmo, o quanto ela havia invadido o meu espaço e pediria desculpas. Acontece o que o bom senso nunca foi um bom companheiro dessa minha amiga e ela tirou dos cachorros e colocou em mim. Me chamou de egoísta pra baixo, fechou a cara e agora anda falando barbaridades sobre a minha pessoa para quem quiser ouvir.

Eu, com  toda certeza, não mereço isso. Sem contar que ainda tive trabalho para bloquear mais de 30 contatos que ela havia adicionado no meu celular. É mole ou quer mais? 

Existe muito amor no mundo.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Eu costumo dizer que você cria os planos, mas é vida quem se encarrega de fazê-los acontecer ou não. 
Tempos atrás, a minha terapeuta sugeriu que eu adotasse um cachorro. O tempo estava passando e já estava mais que na hora de assumir mais responsabilidades (como se as minha responsabilidades diárias fossem poucas). Recusei e disse que ainda não era o momento. Minha vida está de pernas para o ar e adotar um cãozinho agora seria muito injusto comigo e principalmente, com o cão. 

Então que na Sexta-feira da semana passada, quando estava chegando em casa, vi um cachorrinho na porta do prédio, se abrigando da chuva. Pensei em ignorar e passar direto, mas vi o que o pobre animal tremia de frio e resolvi colocá-lo para dentro, na parte coberta, até a chuva passar.  
Acontece que um outro morador chegou logo depois e quando viu o cachorro, tratou logo de colocá-lo na chuva, outra vez. Fiquei com pena e fui buscar o cachorro para passar a chuva na minha casa. Nada além disso. 
Peguei uma toalha, enrolei o bichinho e resolvi secá-lo com um secador de cabelos. Neste momento vi que não era um bichinho, mas uma bichinha. Era linda, embora estivesse com ar de bastante maltratada e parecia ter uma certa idade. 
Coloquei no meu colo, sequei com o secador de cabelos e fiz uma cama improvisada, ao lado da minha.
A cadela, além do manter o rabo entre as pernas o tempo todo, tremia sem parar. Imaginei que era fome e percebi que não tinha nada para oferecer. Foi aí que lembrei que o vizinho também tem cachorro e com toda cara de pau do mundo, bati em sua porta e pedi um pouco de ração. Expliquei a situação e ele gentilmente cedeu ração e um patê, que segundo ele é o amor do cachorros. Ela comeu tudo em poucos segundos e depois bebeu bastante água. 
Já se sentindo um pouco mais segura, ela deitou na caminha improvisada e dormiu feito um anjo, mas notei que continuava a tremer. 
Dia seguinte, resolvi levá-la ao Pet Shop que tem aqui no condomínio. Expliquei para a dona que era uma cadela que eu havia achado na porta do prédio se abrigando da chuva e tudo que aconteceu durante a noite. Disse que não tinha dinheiro para a consulta, mas que contava com a caridade dela para a veterinária olhar, mesmo que superficialmente. Ela ficou um pouco assim, mas como o Pet estava cheio e ela não queria fazer feio, disse que a Veterinária estava muito ocupada e que só seria possível atendê-la no final do dia. Eu disse que ficaria ali, esperando. Foi quando uma outra cliente se ofereceu para pagar a consulta, para que eu não ficasse o dia todo esperando e uma outra se ofereceu para comprar ração. 
A cadela tomou banho, colocou remédio para pulgas e carrapatos e fez um hemograma, porém, a Veterinária suspeitava de alguma doença que só seria possível detectar através de exames mais apurados e consequentemente bemmmm caros. Vendo a minha aflição, ela mandou que eu procurasse a Faculdade de medicina veterinária, porque eles fazem todo o tipo de exame gratuitamente. Acontece que isso foi no Sábado e a Faculdade só funciona de Segunda a Sexta. Fiquei em pânico.
Acontece que Segunda é dia de trabalho e não tinha como levar a pobre cadela para uma consulta. Liguei para o trabalho, menti que não estava me sentindo bem e fui para a Faculdade levar Bolinha (esse foi o nome que escolhi). Apesar de ter esperando por quase três horas para ser atendida, a equipe é muita boa e cuidaram dela direitinho. Foi constatado que Bolinha estava com câncer no útero e que seria preciso operá-la o quanto antes, no máximo em dois dias, ou ela morreria naquela mesma semana.
Eu não conhecia a Bolinha, não era um cachorro que tinha uma história comigo, mas era um pobre animal sofrendo muito e eu senti que precisava fazer alguma coisa para salvá-la. A cirurgia poderia ser feita na Faculdade sem nenhum custo, mas o mais próximo que conseguiram  encaixá-la foi em Fevereiro. Comecei a chorar ali mesmo, na frente de todos. Eu não tinha dinheiro para pagar por uma cirurgia particular e não tinha a menor ideia de como conseguir. 
O veterinário que atendeu a Bolinha sugeriu uma ONG, mas eu teria que pagar pelo menos 500 reais (o custo total era de 2.284,00). Eu não tinha 500 reais e também não tinha cartão de crédito. Foi então que ele, vendo meu desespero para salvar aquele animal que era um total desconhecido pra mim, se comoveu e conversou com um pessoal de uma clínica aí e acertamos a cirurgia para aquele mesmo dia, mas que eu teria que assinar umas promissórias e o que seria um débito de 500 reais a vista, pulou para 800 reais em algumas prestações. 
Em resumo, estou devendo 800 reais para pessoas que não conheço, estou com uma "filha" em recuperação em casa, comprei os remédios no cartão de uma amiga (mais 200 e alguns quebrados) e mesmo bemmm ferrada financeiramente, estou transbordando de alegria por ter salvado esse pobre animal que dá sinais de que já foi muito maltratado. Ela ainda tem muitos problemas para serem resolvidos, mas inicialmente ela precisa se recuperar da cirurgia, o que ela vem fazendo muito bem, para depois eu pensar nos outros problemas.
Além de todos esses acontecimentos, eu ainda estou incomodando o vizinho. Como eu passo o dia todo fora, eu deixei a chave de casa com ele e pedi para ele ir lá ministrar os remédios e fazer o curativo no lugar dos pontos, coisa que ele vem fazendo alegremente.
E toda essa lição que eu tive, de encontrar generosidade em pessoas que eu não conhecia, que nunca tinha visto na vida, como as pessoas do Pet Shop, o Veterinário da Faculdade e o pessoal da clínica, me fez perceber que existe, sim, muito amor e solidariedade no mundo..só é preciso compartilhar.
Agradeço de coração todas essas boas pessoas que Deus colocou no meu caminho, porque se a Bolinha está viva hoje, foi pela bondade dessas pessoas que juntaram num momento tão confuso para todos nós.
Eu não sei como vou pagar essa dívida com a clínica, mas venho pedindo a Deus por uma luz. No momento, estou pensando em fazer um bazar (já que tenho uma certa "experiência" com isso) para arrecadar algum dinheiro. Se algum leitor quiser ajudar, será muito bem vindo. É só falar nos comentários que eu faço rapidinho uma página no Facebook com as peças. ;)

E agora, as fotos do presente que Deus colocou no meu caminho em um dia chuvoso. 

Antes da cirurgia
 Durante a cirurgia
Depois da cirurgia


*Existe muito amor no mundo. Só é preciso compartilhar. 

Frase extraída do filme Incondicional, um filme belíssimo, por sinal. 

Já pintou Natal

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Eu ainda não decidi se farei alguma reunião em casa ou se filarei a ceia na casa de algum amigo ou irmão, mas o fato é que este ano eu tenho uma árvore pra chamar de minha.

Como a grana está mais que curta, o jeito foi aproveitar uma árvore antiga, de velhos natais, mas os enfeites estavam todos detonados e fora de moda (supondo que há uma moda para enfeites natalinos). Aproveitei uns retalhos de feltro, comprei apenas um pisca e coloquei a mão na massa. O resultado foi esse aqui, ó:


 Corações de feltro feito por mim. =)

 Mais corações...


Árvore já montada, mas com foto de péssima qualidade.

 Outra foto ruim..

 Até meia de natalina para o bom velhinho não esquecer o meu presente.

A tchutchuca prontinha. 

E vocês, já montaram suas árvores? Manda fotos pra mim, vai. =)

Oi oi oi

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Sumi outra vez, é verdade. Já nem sei quantas vezes prometi não sumir e acabei sumindo. Ato falho. Para coroar a falta de consideração com vocês, desta vez eu nem tenho receita para tentar limpar a minha barra.
A verdade é que com a chegada do final do ano as coisas passam numa velocidade alucinante. É Domingo e de repente já é Domingo de novo. Estou correndo para tentar manter as coisas em ordem, mas nem sempre é possível. Às vezes rola aquela sensação de correr em vão. Mas vamos ao que interessa. ;)

No dia 11/02/2012 eu fiz esse post aqui recheado de promessas e voltei no mês de Agosto para dizer o que aconteceu. Como vocês perceberam, nada de substancial. A maioria das promessas continuaram como promessas e eu me vi, outra vez, fazendo mais promessas.

Eu estou super dedicada na terapia e decidida a levar adiante. Coisa que nunca fiz, já que sempre que me sentia "melhor", eu jogava tudo para o alto até me enterrar no buraco. Desta vez, não. Desta vez eu pretendo fazer tudo como manda o figurino.

Como parte do tratamento, além de contar os meus traumas por aqui (que são muitos), a minha terapeuta achou que era hora de criar mais responsabilidades e sugeriu adotar um cachorro ou um gato. Até curti a ideia e cheguei a pensar no caso, mas estou num momento um pouco contraditório, com muitas dúvidas, quase sem tempo e com muitas dívidas. Não seria justo comigo e nem com o animal assumir mais essa responsabilidade no momento. E como o gancho de tudo é a responsabilidade, resolvi criar a tão sonhada responsabilidade financeira.
Quem frequenta o Blog sabe que passei por maus bocados, momentos bem complicados e cheios de privações. Apesar de ter 50% do caminho adiantado, já que tenho casa própria, eu ainda tinha (tenho) as outras contas para pagar. A grana era pouca e era regra eu atrasar as contas todos os meses. O resultado disso é óbvio: dura e com nome no SPC/SERASA.
Após ser demitida do trabalho anterior, aproveitei a grana da rescisão para limpar meu nome, porque não fazia ideia que arrumaria outro emprego logo. 
Acontece que eu sou uma irresponsável de carteirinha e foi só saborear os primeiros meses longe da dívidas para sentir muita saudade delas e voltar a perder o sono com as contas.
O meu emprego é bacana, me paga um salário justo, mas mesmo assim eu continuo gastando mais do que recebo.
Já tomei algumas providências, cortei alguns gastos, quebrei cartões, pedi que retirassem o meu limite no banco e etc, mas as contas vencidas continuam ali, esperando por uma solução.

Ainda em Fevereiro de 2012, eu disse que queria aprender a fazer algo e ganhar algum dinheiro com isso. Então aqui estou, usando as minhas habilidades para algo que aprendi em um dia despretensioso, andando pelo Centro da cidade. Começou sem querer, ajudando o pessoal do trabalho, já que trabalho em uma agência de faz tudo publicidade, que além de divulgar o seu evento, gravar o seu comercial, ela ainda organiza a sua festa seja ela grande, média, pequena ou uma simples reunião informal. 

A coisa rendeu e agora além de trabalho nosso de cada dia, eu também tenho um "trabalho" meu de todos os dias. Assim que passar a correria e eu terminar de montar a página no Facebook e no Instagram eu prometo que conto tudinho para vocês, combinado? 

Não esqueçam de mim, por favor. Eu juro que o sumiço é por uma boa causa e que voltarei em breve para colorir a vida, casa, quarto, sala e tudo mais de vocês. =)



terça-feira, 19 de novembro de 2013

Dezembro ainda não chegou, mas a correria já tomou conta das ruas. Os Shoppings estão lotados, as ruas do Centro parecem que encolheram em 2 metros cada e o ônibus só tem espaço livre no teto. Some tudo isso + um calor de matar e seja bem vindo ao inferno.

Os últimos dias foram de muito, mas muito cansaço mesmo, que quase não sobrou tempo para um olá. As coisas estão intensas no trabalho, o curso de inglês está cada vez mais "apertado", estou fazendo terapia duas vezes por semana e ainda preciso de tempo para namorar e decorar a casa para o Natal. Por falar em Natal, o que se deu com os preços dos enfeites natalino? Tudo caro, pela hora da morte (embora eu não saiba que hora é essa). 
Fiz várias pesquisas de preço e acabei decidindo eu mesmo fazer meus enfeites. Comprei feltro, colas, gliter, lantejoulas, botões e ontem mesmo já coloquei a mão na massa. Assim que ficar pronto, prometo que posto a foto.

Para me desculpar pelo sumiço, resolvi presentear vocês com uma receita básica e saborosa, que fiz dias atrás, quando recebi uma amiga querida. 


Episódio de hoje: Ensopado de costela com linguiça

Ingredientes: 
Costela bovina (quanto desejar)
Linguiça (quanto desejar)
Verduras (Vai do gosto de cada um)
Folha de louro

Módifazê:
Tempere a costela do seu jeito. Eu, por exemplo, tempero com alho, sal, pimenta do reino, caldo de carne, colorau, um pouco de extrato de tomate, cheiro verde e vinagre.
Coloque a costela já temperada para cozinhar numa panela com água, o bastante para cobrir a carne. Adicione as verduras de sua preferência, a linguiça e a folha de louro e deixe cozinhando. 


Pode usar todo tipo de verduras e legumes, mas eu só tinha essas na geladeira (abafa!!) Usei repolho, batata do reino e cenoura.


 Aqui a costela já temperada e aguardando para ir ao fogo.


E aqui a belezinha já pronta. Com o caldo que a carne foi cozida, aproveitei para fazer um pirão. A foto não diz, mas ficou uma delícia. ;)


Crônicas de um desabafo #2

terça-feira, 12 de novembro de 2013

É provável que alguém não goste do rumo que o Blog está tomando (na verdade, quando o criei ele não tinha rumo nenhum), mas é algo que se faz necessário no meu processo de tratamento, então, desde já peço desculpa para quem não gosta de ler "lamentações, sofrimento e desabafos", que vez ou outra pintarão por aqui.

Na semana passada, a minha terapeuta me pediu para escrever sobre um episódio traumático da minha infância, e como eu tive muitos, foi difícil escolher um, mas depois de tanto relembrar aquelas coisas que você passa a vida lutando para esquecer, resolvi contar quando descobri que o meu irmão era o meu melhor amigo.

Minha mãe, como vocês já sabem, era alcoólatra. E como toda boa alcoólatra, amava festas de rua. Não perdia uma e sempre nos levava a tiracolo, já que não tinha com quem nos deixar. 
Eu odiava aquelas festas. Odiava e odeio até hoje. Não havia nada agradável para uma criança. Era um monte de gente amontoadas em barracas e bebendo como se não houvesse amanhã.
Minha mãe gostava de chegar cedo para garantir um bom lugar na tradicional barraca que ela frequentava e que inclusive, havia ficado amiga da dona.
Basicamente, eu e meus irmãos ficávamos sentando em banquinhos durante todo o dia, tomando um refrigerante vez ou outra e comendo aquelas comidas feitas no dia anterior e carregadas de gordura, que só Deus sabe em que condições de higiene foram preparadas.

Em uma dessas festas de rua, quando a noite chegava e nós estávamos aguardando a dona da barraca chamar um táxi, já que a minha mãe havia tomado todas e não tinha condições nenhuma de fazer isso sozinha, rolou um confusão repentina, um corre corre, cadeiras voando e de repente alguém atirou uma garrafa de cerveja que foi certinha na testa do meu irmão, que caiu sangrando e desacordado. 
Veja, eu era uma criança, acho que tinha entre sete e oito anos e a única coisa que eu consegui entender foi: meu irmão morreu.
Entrei em pânico. Comecei a chorar, gritar que meu irmão estava morto, olhava para a minha mãe, com aquele olhar de quem implora por ajuda, mas acho que ela não conseguia entender o que estava acontecendo..ela só olhava tudo surpresa, como se nem ela estivesse ali.
Lembro de ter abraçado o meu irmão no chão, chorando e pedindo para ele levantar, porque já estávamos indo para casa. Não lembro com exatidão de tudo que aconteceu naquele dia e do que se deu a seguir..mas lembro bem quando a dona da barraca me tirou de cima do meu irmão e eu fiquei desesperada, batendo as pernas e gritando, porque eu acreditava que ele estava morto e que ela estava levando ele para algum lugar e que eu nunca mais o veria. 
Algumas pessoas conseguiram me separar dele e me colocaram perto da minha mãe, que tentava entender o que estava acontecendo e mesmo muito bêbada, eu tenho certeza que ela também estava muito assustada com aquela confusão.
A dona da barraca levou meu irmão para o hospital e outra pessoa, que eu não sei quem, me levou para casa com a minha mãe.
Foi uma das piores dor que eu já senti na vida. Eu tinha certeza que meu irmão estava morto e odiava todos aqueles que não me deixaram ficar com ele. Lembro de ter ficado na cama chorando até adormecer.
Lembro também de ter acordado no dia seguinte e encontrar o meu irmão em casa, com uma atadura na cabeça e o rosto um pouco inchado. Essa, sem dúvida, foi uma das melhores sensações já sentida por mim. Meu irmão estava ali, de volta, ele não havia morrido. 
Desde esse dia fatídico que eu nunca mais larguei o meu irmão. Nos tornamos tão amigos, que daquele dia em diante sempre dávamos um jeitinho de ficar juntos. Estudamos na mesma escola, fizemos os mesmo cursos, desenvolvemos o mesmo gosto musical, de comida...era como se o meu irmão fosse a minha extensão. 
O tempo passou, crescemos...tomamos nossos rumos, ele casou e eu fui madrinha do seu casamento. Ele teve filho e eu sou madrinha do seu filho e até hoje ele não toma nenhuma decisão sem antes me consultar.
Houve um período ruim da minha vida que eu me afastei de toda família e soube depois que ele sofreu muito com isso. E foi por isso que eu voltei, que voltei a ser família outra vez. Foi por ele e por mais ninguém.

Daquilo que se sente

domingo, 10 de novembro de 2013

No ano passado, ainda no antigo trabalho, conheci um carinha que inicialmente chegou para ficar por apenas três meses, mas acabou ficando. Nos aproximamos muito e começamos a sair, sem segundas intenções, que fique claro. Quando dei por mim, as coisas tomaram um rumo inesperado e, de repente, fazíamos todos os programas de um casal, como ir ao Shopping, cinema, viajar nos finais de semana, andar de mãos dadas, ele dormir na minha casa, conhecer meus amigos, passarmos horas trocando mensagens e bilhetinhos no trabalho; mas (tem sempre um mas), para ele, éramos apenas "amigos".
Ele nunca me apresentou como namorada, embora fizéssemos todos os programas de um e nos comportássemos como um casal. Por um tempo, eu, que sempre fui acostumada com migalhas, achava tudo lindo e realmente não via necessidade de um título, já que o que importa mesmo é o sentimento e isso eu acreditava que existia entre nós. 

Um belo dia, saindo do cinema, encontrei um casal de amigos que não via há um tempo e a Amanda comentou: "até que enfim conheci seu namorado", ao que ele prontamente respondeu: "sou amigo dela".
Pela primeira vez a palavra "amigo" soava como um palavrão pra mim. Me incomodei, fiquei triste, meio desconcertada na frente dos meus amigos, mas fiz a linha cega, surda e muda. Só que aquilo foi o bastante para um reflexão pesada sobre tudo aquilo que eu estava vivendo e o que de fato eu queria pra mim. Era óbvio que existia um sentimento e que ele era importante para em várias aspectos, mas por que raios ele não queria ser meu namorado?
Conversamos, tentei entender, abri meu coração, deixei a alma leve e ele foi bem direto quando disse que queria apenas ser meu amigo para evitar cobranças, porque deixando claro que éramos apenas amigos, ele estava livre para fazer qualquer coisa sem que eu cobrasse explicações.  
Fiquei louca das tamancas e resolvi dar um basta, afinal, não costumo beijar na boca e nem dormir com meus amigos. 
Nem preciso dizer o quanto as coisas ficaram insuportáveis no trabalho e quanto aquilo tudo me fez sofrer e chorar noites afora. 
Depois de um tempo, engoli o orgulho e procurei por ele..falei do quanto sentia falta, do quanto ele era importante e o quanto eu ainda o queria na minha vida. Resposta dele? "Você é complicada demais e tem traumas que eu não quero compartilhar no momento." Essa resposta foi como um soco no estômago.
Quando fui demitida, a parte mais feliz de tudo foi saber que eu não conviveria com ele diariamente, fingindo que nada tinha acontecido. 
Eu estava mesmo decidida a não pensar mais nele e seguir adiante. Foi o que eu fiz.
Nesse intervalo, acabei conhecendo um cara muito legal, e que eu, sem o menor respeito ao próximo, decidi aproveitá-lo para esquecer de vez o cidadão anterior. Acontece que a vida é cheia de surpresas e uma dessas surpresas é que eu não imaginava ou esperava gostar dele de verdade..só que é justamente o que está acontecendo. O motivo do meu pânico tem nome e sobrenome: ele é um espanhol, que veio para ficar por apenas dois semestres, que é quando termina o intercâmbio. =(

Aí vem todo aquele medo de perder alguém legal novamente. Sério, por que que as coisas comigo são tão complicadas?
Pesquisar. 

Era uma vez

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Um dia de Los muertos que teve de tudo, inclusive, um morto. Não. isso não é piada.
Anteriormente, pensamos em comemorar o Haloween, mas tinha aquela coisa de ser durante a semana e todo mundo trabalhar no dia seguinte. Resolvemos então comemorar o Dia de los muertos. 
Eu confesso que fiquei bastante empolgada e comecei a pesquisar várias ideias para deixar a coisa bem colorida e animada. 
Um amigo ofereceu a casa, já que ele mora em um Ap com uma varanda gigante. Fiz os convites, enviei todos, gastei R$ 228, 65 só com a decoração, encomendei bolo temático (caveira mexicana), doces, salgados, bebidas, organizei um mini jantar e...faiô.

No dia da festa, logo pela manhã, liga esse meu amigo em prantos: a tia havia morrido naquele dia e por isso ele não poderia participar e a festa não poderia ser na casa dele.  Meu cérebro demorou alguns segundo para processar a informação e a única coisa que consegui pensar foi fazer na minha casa, mesmo sabendo que isso renderia uma reunião de condomínio posteriormente, mas não havia o que fazer ou tempo hábil para procurar outro lugar. 

Já tentando me acalmar e organizando as ideias, me liga a moça do bolo, dizendo que teve um problema na impressora e que não conseguiu imprimir o papel de arroz com a imagem da caveira mexicana e por ser feriado, não tinha como imprimir em outro lugar. #EuMereço
Ela deu a sugestão de cobrir a parte de cima do bolo com MMs, já que são gostosos e coloridos. Não era o que eu esperava, mas era a única solução. 
No meio da confusão, esqueci de buscar as flores para a decoração e a floricultura só funcionaria até às 12h. Já eram 14h. Ou seja, sem flor. 

Arruma daqui, arruma dali, lembrei de ir buscar o bolo e o desastre aconteceu. Primeiro porque a mulher me enganou e não cobriu o bolo com MMs, mas, sim, com uns corações coloridos, que apesar de bonitinho tem um sabor horroroso. Como desgraça pouca é bobagem, veja só o que aconteceu com o bolo durante o trajeto:

Sim. O bolo partiu.

Depois de tanta coisa ruim acontecendo, só tive uma alternativa que foi cancelar a festa e terminar a noite tomando cachaça barata para esquecer essa tragédia. 

Obrigada.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Gente, obrigada por todo apoio e carinho no post anterior. É muito importante para mim exteriorizar esses demônios sem o peso do julgamento, da crítica e da condenação. Me fez MUITO bem compartilhar isso com vocês. Obrigada mesmo, de verdade.
Para mostrar que eu fiquei muito feliz com tudo isso, resolvi compartilhar com vocês uma receita básica para aqueles dias de frio. Vem comigo. \o/


A receita de hoje é Caldo verde.

Ingredientes:

Batata do reino
Calabresa
Alho picado
Couve picada
Azeite de oliva
Caldo de carne
Folha de louro (opcional)
Sal a gosto


Módifazê:

Descasque as batatas, corte-as ao meio, lave coloque para cozinhar junto com o caldo e a folha de louro. 
Pique o alho, a calabresa e a couve e reserve.
Depois das batatas cozidas, com o mesmo caldo do cozimento, passe tudo no liquidificador, formando uma especie de mingau mais ralinho.



Em uma panela coloque um fio de azeite de oliva e refogue o alho, a couve e a calabresa:


Depois é só misturar a batata já cozida e passada no liquidificador, deixar ferver e tcharam...

Bom apetite. =)

Crônicas de um desabafo

sábado, 26 de outubro de 2013

Não costumo postar aos Sábados, mas como estou em débito com as postagens aqui, aproveitei para quitar o débito e explicar o motivo da ausência. É que agora além do trabalho e do inglês à noite (eu voltei) eu voltei também a fazer terapia. Cheguei em um momento da minha vida que seguir em frente sem ajuda estava praticamente impossível. E eu preciso seguir em frente.

Eu tive uma infância 100% contraditória. Se por um lado eu tive muitos amigos e explorei ao máximo a expressão ser criança, por outro, tive todos os meus medos e traumas alimentados pelo fantasma do alcoolismo da minha mãe. Sim, minha mãe era alcoólatra e até eu entender e aceitar o que de fato era isso, a nossa convivência, ou melhor, da família toda, não foi nem um pouco fácil. 
Minha mãe até que tentava ser boa no papel, só que ela só conseguia isso quando não estava bêbada, e isso, acreditem, raramente acontecia. Naquela época, era comum os abusos físicos e psicológicos: apanhávamos por qualquer motivo e éramos ofendidos até quando dormíamos, se duvidar. 
Cresci cheia de traumas, de medos, com a autoestima na lama, me julgando sem nenhum valor, já que sempre que possível minha mãe reforçava com suas intermináveis reclamações. Os amigos, que eram muitos e eu até hoje não entendi como foi possível trazer e fazer ficar tanta gente perto de mim, foram a minha válvula de escape para não enlouquecer.

O tempo passou e os traços daquela menininha frágil, hostilizada e abusada psicologicamente mostravam que ainda estavam por aqui. Isso era fácil perceber nos relacionamentos fracassados em que eu entrava e saía num piscar de olhos. Nunca soube ou quis fazer nada, porque não acreditava que era capaz de fazer algo realmente bom, embora eu nunca tenha repetido de ano e sequer feito uma recuperação. Sempre fui ótima aluna e lembro da minha professora de História, Gisélia, me dizendo que eu ia longe, que tinha talento. Estranhamente eu só conseguia acreditar nisso dentro da sala de aula. Fora, me considerava um lixo, só esperando o seu momento de ser recolhido. 
Por um bom tempo eu tive um comportamento destrutivo, que eu acreditava ferir a minha mãe, como se fosse uma vingança por tudo que ela havia me feito sofrer. Quanta ingenuidade, diria, burrice.
A única pessoa a sofrer era eu. Percebi isso um pouco tarde. Me senti envergonhada e me afastei do mundo. Me isolei. Cheguei a pesar quase 100 kg. Passava dias, semanas sem pentear os cabelos. Semanas com a mesma camisola. Esqueci o que era fazer as unhas, depilação, cuidar de mim. Esqueci o que era ser mulher. Me dei conta que há mais de um ano que eu não dava um beijo, selinho que fosse, em alguém. Eu estava acabada. Fundo do poço.com Game over para mim.
Procurei ajuda por vontade própria. Não foi fácil, mas eu consegui. Voltei a me enxergar, mas não gostei do que vi. Corri atrás de mudanças, mas certas coisas deixadas no caminho não são mais possíveis recuperar. Aprendi a (sobre) viver sem elas. Fiz as pazes com a minha mãe. Entendi que ela era doente e que assim como eu, também precisava de ajuda. Infelizmente, quando percebemos isso ela não tinha muito tempo, mas foi o bastante para que eu a desculpasse por todas as mazelas e qualquer sentimento de culpa que existia entre nós. 
O tempo passou, as coisas foram tomando seus rumos, meu pai se foi, me vi sozinha, outra vez, mas desta vez com a enorme sensação de abandono. Um vazio tomou conta de mim e, de novo, eu quis desistir.
Não desisti. Continuei. Tropecei aqui, caí ali, levantei acolá e aqui estou, tomando consciência de traumas que eu nem sabia existir e disposta a lutar contra todos eles. O Blog, inclusive, foi a forma terapêutica que encontrei para desabafar no anonimato. Sim, a razão para eu não colocar fotos ou nome é justamente essa: poder desabafar sem o medo do julgamento, sem o véu da vergonha ou fantasmas do passado.
Antes de clicar em "publicar" esse texto, liguei para a minha terapeuta e falei sobre isso. Segundo ela, é uma grande passo para o progresso que desejo. 
Será?
Espero que sim. 
Não saia correndo se por acaso entrar aqui e encontrar alguns posts "muro das lamentações". Tudo isso faz parte do meu crescimento e da minha caminhada. Segura a minha mão e vem comigo?
Beijos. 

Eu ♥ Sapatilhas

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

No último ano eu descobri um amor novo: a sapatilha. Antes, por mais bonita e confortável que fosse, não havia jeito de rolar um sentimento entre nós. Sempre gostei de salto. E não um salto qualquer, mas salto alto, altíssimo. Depois, os joelhos começaram a reclamar e por ordens médicas eu passei a usar sapatilhas.
Hoje, sempre que estou no Shopping e passo por uma loja de sapatos, a primeira coisa que olho são as sapatilhas. E se gostar de uma e tiver mais de uma cor, pode apostar que vou levar o mesmo modelo em cores diferentes, como é o caso dessa foto abaixo:



Inicialmente eu gostei da amarela, mas aí vi a rosa, a verde e por fim, a azul. Não teve jeito e acabei comprando as quatro. E sim, são todas do mesmo modelo. 

Dias depois, o sapato que eu estava calçada começou a incomodar e entrei em uma lojinha para comprar uma sapatilha qualquer, para dar o merecido descanso para o meu pobre pé. Mais uma vez fiquei na dúvida de qual cor escolher e acabei comprando as duas:

O mesmo vale para as sapatilhas da Zaxy:
Observem que as duas roxas são bem parecidas, mas uma é mais clara que a outra.

Vermelho com bolinhas brancas, sem dúvidas, é uma das combinações que eu mais gosto.
Por fim, essas duas que fazem parte do time das queridinhas e sempre que posso estão em uso. As duas já foram parar na UTI do sapateiro de tanto asfalto que já bateram por aí:

E vocês, preferem mais um salto ou a amigona da sapatilha? Conta pra mim, vai. =)

Resumindo o FDS

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Mais um final de semana em casa e assistindo filmes. Desta vez o terror entrou em cena e foi a vez de assistir invocação do mal:


Sinopse: Harrisville, Estados Unidos. Um casal (Ron Livinston e Lili Taylor) muda para uma casa nova ao lado de suas cinco filhas. Inexplicavelmente, estranhos acontecimentos começam a assustar as crianças, o pai e, principalmente, a mãe. Preocupada com algumas manchas que aparecem em seu corpo e com uma sequência de sustos que levou, ela decide procurar um famoso casal de investigadores paranormais (Patrick Wilson e Vera Farmiga), mas eles não aceitam o convite, acreditando ser somente mais um engano de pessoas apavoradas com canos que fazem barulhos durante a noite ou coisas do gênero. Porém, quando eles aceitam fazer uma visita ao local, descobrem que algo muito poderoso e do mal reside ali. Agora, eles precisam descobrir o que é e o porquê daquilo tudo acontecendo com os membros daquela família. É quando o passado começa a revelar uma entidade demoníaca querendo continuar sua trajetória de maldades.

E Mama:


Sinopse:
Quando o pai de Victoria e Lilly mata a mãe das garotas, as crianças fogem assustadas para uma floresta. Durante cinco anos, ninguém tem notícia do paradeiro delas, até o dia em que elas reaparecerem, sem explicarem como sobreviveram sozinhas. Os tios das duas, Lucas (Nikolaj Coster-Waldau) e Annabel (Jessica Chastain) adotam Victoria e Lilly e tentam dar uma vida tranquila às duas, mas logo eles percebem que existe algo errado. As duas conversam frequentemente com uma entidade invisível, que chamam de "Mama". Lucas e Annabel não sabem se acreditam nas meninas, ou se devem culpá-las pelos estranhos acontecimentos na casa.

Para compensar, já que ninguém é de ferro, rolou um bom e saboroso  Hot dog, com direito a purê de batatas, batata palha, queijo ralado, orégano e catchup:

Confesso que esperava mais dos dois filmes. Talvez mais sustos ou o terror tão comentando em resenhas. Achei ambos fracos, mas válido para um Domingo à noite e dia de dormir sozinha. =)

Inaugurando uma nova tag

quinta-feira, 17 de outubro de 2013



Essa vida de morar sozinha rende muitas desventuras na cozinha, e eu, me sentindo a cozinheira, resolvi compartilhar com vocês as minhas peripécias.
Vale lembrar que, nada do que faço segue ao pé letra uma receita. Eu sempre dou uma uma esticada básica e deixo tudo do meu jeito.
Para inaugurar, apresento uma receita de Yakisoba do meu jeito.

INGREDIENTES:



Repolho em tirinhas
Cebola em tirinhas
Cenoura ralada
Macarrão Yakisoba (ou miojo, fica ao gosto de vocês)
Molho Shoyu
Azeite de Oliva
Carne
Frango
Alho
Sal 

MÓDIFAZÊ:

Junte a cenoura, o repolho e a cebola em uma panela e refogue tudo no azeite de oliva

Aqui tudo junto e misturado


Depois, acrescente a carne e o frango (temperado com alho e sal) e fritos no óleo ou na manteiga

Adicione o shoyo e deixe refogando. 


Depois, com o macarrão já cozido e escorrido, misture tudo na panela e deixe refogar mais um pouco. 



Agora no prato, pronto para ser devorado



Opssss# Na foto aparece apenas um pacote de macarrão yakisoba, mas eu usei dois e comeram cinco pessoas.

O motivo do sumiço

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Eu andei sumidinha por uns dias e agora vou contar para vocês o motivo. 

Trabalho voluntário sempre foi algo que esteve em pauta para mim. Desde muito cedo que me envolvi em alguns e pude sentir de perto a alegria daquelas pessoas beneficiadas. É algo mágico, que não sou capaz de descrever. Depois, por motivos diversos, e a maioria deles por falta de ajuda (é tão difícil levar um projeto desse adiante sem ajuda), a coisa esfriou um pouco e eu fui deixando de lado, com a velha promessa de que em breve seríamos bons amigos, outra vez.

Agora, anos depois e com a proximidade do dias crianças, resolvi juntar umas amigas e fazer um bazar beneficente para a casa da criança com câncer. 
Foi trabalhoso, foi cansativo, desgastante e irritante, porque como disse, não temos ajuda de nenhuma empresa, de nenhum Eike Batista ou qualquer outra coisa. Tudo foi custeado por nosso bolso, muitas vezes bem humilde. 
O primeiro passo foi entrar em contato com conhecidos, amigos, vizinhos, a tiazinha da esquina e sei lá quem mais, em busca de doações de roupas, sapatos, bolsas e acessórios. Pedimos também que essas pessoas pedissem para seus amigos e assim por diante.
Recolhemos bastante coisas, mas tivemos um trabalho sinistro para separar o que estava em condições "vendável", fazer algum reparo se necessário (e tome dinheiro para pagar a costureira), lavar e passar. Alugamos algumas araras de lojas, para expor as roupas, alugamos cadeiras e mesas para acomodar nossos convidados, contamos com a ajuda divina do Maurício, que fez todo trabalho de arte sem nos cobrar um centavo (Valeu, Mau) e preparamos alguns quitutes para servir aos convidados.

Eu confesso que tive muito medo de que a coisa fosse um fracasso. Investimos toda nossa grana e expectativa nesse projeto, se algo saísse errado, seria de uma frustração sem fim.

Graças a Deus tudo deu certo. O bazar foi um sucesso e vendemos quase todas as peças que foram expostas. As outras, que não colocamos para venda, dividimos e doamos em alguns abrigos escolhidos por nós. Foi tudo maravilhosoooooooooooo.

As poucas peças que sobraram, eu estou pensando em fotografar e fazer um bazar virtual aqui, já que marcamos para entregar o dinheiro somente no final do mês. Dá tempo, né gente? Vocês curtiram a ideia?
Diz pra mim o que vocês acharam..se for do agrado geral, coloco tudinho aqui. As peças são boas, com pouco uso, algumas de boas marcas, em bom estado e custam entre 5 e 15 reais. Uma pechincha só. 

Beijos. 

#A satisfação foi tanta que a Patrícia perdeu a máquina com todas as fotos do evento. Snif. Entramos em contato com os convidados, para saber se alguém tirou foto, mesmo que do celular. Assim que tivermos uma resposta, postarei todas as fotos aqui. Prometo. =)

Isso me fez tão bem

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Já disse em algum post anterior que eu tenho a incrível capacidade de me sabotar, mesmo sem querer. O meu antigo emprego era, também, uma forma disso, só que eu não sabia.
Eu trabalhava quase todos os dias do mês. Sábado, Domingo, feriado e dia santo. Nunca reclamei. Mesmo sabendo que de acordo com o sindicato tal regime de trabalho era ilegal. Não importava. Eu queria trabalhar e lá no fundo eu me sentia muito orgulhosa por ter um emprego.

No meu setor, que trabalhávamos basicamente respondendo Emails, eu era a mais produtiva. Enquanto os amiguinhos tinham uma média diária de 18 a 20 Emails respondidos, eu respondia de 30 a 40. E veja bem, quando eu digo 18 a 20 Emails, isso quer dizer muita coisa, porque, amiguinhos, trabalhávamos respondendo os funcionários da Emissora do Plim Plim (muitos artistas, inclusive), e acho que há um tipo de défict cognitivo que toma geral de assalto, porque só isso justifica a, digamos assim, falta de entendimento deles. Às vezes era preciso responder 5, 6 Emails para que eles entendessem algo que havia sido respondido no primeiro. Era preciso muita paciência para aturar tanta arrogância através daquelas letrinhas.

Enfim, eu produzia muitos mais que os outros e constantemente era elogiada por isso. Daí a surpresa ao ser demitida, porque eu juro por minha mãezinha que até hoje não sei o que de fato aconteceu. Fui demitida sem uma explicação aparente, apenas com a informação de que a empresa não precisava mais dos meus serviços. E como isso me fez sofrer. E como chorei nos três dias seguintes. E como achei que as coisas haviam acabado ali, porque eu não me achava boa em nada. Eu não me sentia capaz de fazer nada, além daquilo que eu fazia.

Passado o choro, a raiva e mais ou menos a mágoa, eu comecei a trabalhar de novo, em um horário bacana, ganhando mais e descobrindo novos talentos. 
Daí que me liga a gerente do RH pedindo para eu comparecer ao escritório da empresa, porque precisava ter uma conversa comigo. Eu pensei em dar uma desculpa qualquer e não ir. Aquilo já tinha ficado para trás e eu não queria mais pensar, mas ela insistiu e lá fui eu, saber o que de tão importante ela tinha para falar.

ELA ME PEDIU PARA RECONSIDERAR A DEMISSÃO E VOLTAR A TRABALHAR COM ELES, PORQUE A PRODUTIVIDADE DO SETOR HAVIA CAÍDO BASTANTE APÓS A MINHA SAÍDA.

Me senti a mulher maravilha quando recusei e disse que já estava trabalhando em outro lugar, onde de fato eu me sentia valorizada, e que uma vez fora de lá, nunca mais dentro.

Saí de lá tão de bem com a vida que comprei três pares de sapato na loja da esquina. O.o

Relembrando a infância.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Em homenagem ao dia das crianças, passei a semana inteira usando essa sandália, relembrando o tempo em que eu era feliz e não sabia. 

Minha singela homenagem ao tempo em que ser criança era mesmo muito bom.  

Completamente falida

sexta-feira, 4 de outubro de 2013



Há tempos que venho protelando a compra de uma sacola de viagem decente. Daí que amanhã é o aniversário de um grande amigo, que resolveu comemorar com um final de semana na casa de praia. Pintou a oportunidade para comprar e, de quebra, me deixar falida.
A ideia inicial era comprar somente a sacola e nada mais. Então que percebi que meus biquinis estavam, digamos, com uma certa idade e resolvi comprar um novo. Experimentei alguns com preços convidativos, mas não me interessei por nenhum. Foi aí que resolvi, num lapso momentâneo, entrar na Farm. Por incrível que pareça, lá não tinha apenas o biquini. Tinha também a sacola e para bater o último prego no caixão do meu bolso, tinha um short branco que eu achei um tudo. Espia:


Sacola que vai servir para essa e muitas outras viagens. Essa, sim, foi uma compra consciente.



Biquini que tomou meu coração de assalto e rapidamente foi promovido a queridinho da mamãe. 



Lindo, lindo, lindo. ♥



Após pirar e gastar o que não tenho, vi na C&A essa mochila esquecida em um canto. E como eu adoro dourado, não pensei duas vezes e fui pra fila. Depois, analisando o material da minha mais nova aquisição, morri de amor pela segunda vez no dia, porque o tecido do forro da mochila é a coisa marlinda






Fiquei sem um centavo para comprar uma bala Juquinha, mas estou mais saltitante que gazela com as comprinhas do dia. 

Indo para a luz

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Quando você pensa que já superou aquela fase punk da sua vida e que os dias de privações ficaram para trás, vem a vida e ri da sua cara, dizendo que a quizumba ainda está ali, esperando apenas uma brecha.
Então que na Terça-feira eu chego em casa após um dia estupidamente cansativo, mas tão cansativo que nem tempo tive para entrar no Blog, e isso é uma coisa que eu faço diariamente, de hora em hora, se duvidar. Chego implorando por um banho/cama, passo a mão no interruptor e..NADA.
CADÊ A LUZ?
Achei que fosse queda de energia, mas veja, eu havia acabado de subir de elevador, a luz do lado de fora estava acesa, logo, havia algo errado. Foi então que tropecei em uma cartinha branca, endereçada a minha pessoa.
Abri e vi que a carta era da Companhia de Energia elétrica, informando a suspensão dos serviços por falta de pagamento. Oi?? Como assim??
Sim, houve um tempo em que era super normal, diria necessário, o atraso de contas. Era um tempo ruim, de vacas anoréxicas e morrendo por inanição, em que eu era obrigada a atrasar as contas todos os meses. Eu pagava um mês e devia o próximo. Sempre assim. Não por opção, mas por questão de sobrevivência.

Mas, neste caso, eu sabia que havia um equivoco, até porque, a conta em questão foi uma conta com vencimento no mês 06. E o mês 06 foi justamente quando eu fui demitida. Como eu não sabia quando arrumaria outro emprego, aproveitei a grana da rescisão e do FGTS para pagar as contas em atraso e negociar os débitos gigantes. Eu tinha certeza que essa conta estava paga e em algum lugar. Foi aí que veio o lampejo: eu paguei todas contas através do débito automático. Era só acessar o banco e imprimir o comprovante. Foi o que eu fiz. Imprimi, mandei via fax e solicitei o religamento o quanto antes. A mocinha do outro lado da linha me deu o prazo de oito horas para ligarem a luz. Argumentei que precisava que ligassem logo, pois eu tinha muita coisa na geladeira que acabaria estragando, mas ela foi irredutível. Como eu já trabalhei em Call Center e sei que não adianta gritar, berrar, esbravejar com a atendente, eu agradeci o atendimento e fui direto ao PROCON. 

Eu nem sabia, mas descobri que a luz só pode ser cortada em caso de débito superior a 30 dias e após três tentativas de comunicação com o morador, coisa que não aconteceu comigo. A única coisa que recebi foi a cartinha já com a luz cortada.
Agora estou aqui, já planejando o que farei com a grana do processo. Aceito sugestões. 

Filmes do final de semana

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Sem choro (Mentira. Chorei baldes com todos os filmes), sem vela e com muitos filmes, esse foi o resumão do meu Domingão, aqui no Castelão.

Dei inicio aos trabalhos com o lindinho A Árvore dos sonhos.

Sinopse: Mississippi, verão de 1970. Stu (Elijah Wood) e Lidia Simmons (Lexi Randall) decidem erguer uma fantástica casa na árvore, um lugar repleto de fantasia, com a ajuda de seus amigos. Enquanto os meninos constroem a casa na árvore, seu pai, Stephen (Kevin Costner), recém chegado da guerra do Vietnã,  tem a esperança, igualmente forte, de reconstruir sua vida e realizar os sonhos de sua família.


Depois, foi a vez do outro lindinho, Os garotos da minha vida.


Sinopse: Nos anos 60, Beverly D'Onofrio (Drew Barrymore) é uma garota que vive em uma cidade do interior dos Estados Unidos e sonha em chegar à universidade e tornar-se uma escritora. Porém, seus planos são subitamente interrompidos quando, aos 15 anos, ela fica grávida de Ray Murphy (Steve Zahn), um motoqueiro que conheceu há apenas poucas semanas. Com medo de que sua filha se tornasse mãe solteira, os pais de Beverly a obrigam a se casar com Ray e abandonar os estudos para cuidar da criança. Mas Beverly não desiste de seu sonho e, após enfrentar alguns erros e obstáculos, busca enfim realizá-lo.


Teve também Terra Fria.

Sinopse: Após um casamento fracassado, Josey Aimes (Charlize Theron) retorna à sua cidade natal, no Minnesota, em busca de emprego. Mãe solteira e com dois filhos para sustentar, ela é contratada pela principal fonte de empregos da região: as minas de ferro, que sustentam a cidade há gerações. O trabalho é duro mas o salário é bom, o que compensa o esforço. Aos poucos as amizades conquistadas no trabalho passam a fazer parte do dia-a-dia de Josey, aproximando famílias e vizinhos. Incentivada por Glory (Frances McDormand), uma das poucas mulheres da cidade que trabalha nas minas, Josey passa a trabalhar no grupo daqueles que penam para arrancar o minério das pedreiras. Ela está preparada para o trabalho duro e, às vezes, perigoso, mas o que não esperava era sofrer com o assédio dos seus colegas de trabalho. Como ao reclamar do tratamento recebido é ignorada, ela decide levar à justiça o caso.


A lista de Schindler, que é o meu preferido. 


Sinopse: A inusitada história de Oskar Schindler (Liam Neeson), um sujeito oportunista, sedutor, "armador", simpático, comerciante no mercado negro, mas, acima de tudo, um homem que se relacionava muito bem com o regime nazista, tanto que era membro do próprio Partido Nazista (o que não o impediu de ser preso algumas vezes, mas sempre o libertavam rapidamente, em razão dos seus contatos). No entanto, apesar dos seus defeitos, ele amava o ser humano e assim fez o impossível, a ponto de perder a sua fortuna mas conseguir salvar mais de mil judeus dos campos de concentração.


Outro filme que me fez chorar baldes foi Entre Nós, que encontrei por acaso no Netflix.


Sinopse: Uma história baseada em fatos reais que oferece uma nova abordagem sobre a imigração ilegal nos Estados Unidos, isso é Entre Nos. Mariana (Paola Mendoza) sai de seu país natal, a Colômbia, com dois filhos com destino para o bairro de Queens em Nova York, local onde seu marido vive. Chegando lá, ela é abandonada pelo marido e tem a difícil missão de viver com duas crianças em um local desconhecido e sem nenhum tipo de direito legal. 

Todos os filmes são maravilhosos e vale muito a pena apertar o play. 









Design e código feitos por Julie Duarte. A cópia total ou parcial são proibidas, assim como retirar os créditos.
Gostou desse layout? Então visite o blog Julie de batom e escolha o seu!