Filmes do final de semana

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Sem choro (Mentira. Chorei baldes com todos os filmes), sem vela e com muitos filmes, esse foi o resumão do meu Domingão, aqui no Castelão.

Dei inicio aos trabalhos com o lindinho A Árvore dos sonhos.

Sinopse: Mississippi, verão de 1970. Stu (Elijah Wood) e Lidia Simmons (Lexi Randall) decidem erguer uma fantástica casa na árvore, um lugar repleto de fantasia, com a ajuda de seus amigos. Enquanto os meninos constroem a casa na árvore, seu pai, Stephen (Kevin Costner), recém chegado da guerra do Vietnã,  tem a esperança, igualmente forte, de reconstruir sua vida e realizar os sonhos de sua família.


Depois, foi a vez do outro lindinho, Os garotos da minha vida.


Sinopse: Nos anos 60, Beverly D'Onofrio (Drew Barrymore) é uma garota que vive em uma cidade do interior dos Estados Unidos e sonha em chegar à universidade e tornar-se uma escritora. Porém, seus planos são subitamente interrompidos quando, aos 15 anos, ela fica grávida de Ray Murphy (Steve Zahn), um motoqueiro que conheceu há apenas poucas semanas. Com medo de que sua filha se tornasse mãe solteira, os pais de Beverly a obrigam a se casar com Ray e abandonar os estudos para cuidar da criança. Mas Beverly não desiste de seu sonho e, após enfrentar alguns erros e obstáculos, busca enfim realizá-lo.


Teve também Terra Fria.

Sinopse: Após um casamento fracassado, Josey Aimes (Charlize Theron) retorna à sua cidade natal, no Minnesota, em busca de emprego. Mãe solteira e com dois filhos para sustentar, ela é contratada pela principal fonte de empregos da região: as minas de ferro, que sustentam a cidade há gerações. O trabalho é duro mas o salário é bom, o que compensa o esforço. Aos poucos as amizades conquistadas no trabalho passam a fazer parte do dia-a-dia de Josey, aproximando famílias e vizinhos. Incentivada por Glory (Frances McDormand), uma das poucas mulheres da cidade que trabalha nas minas, Josey passa a trabalhar no grupo daqueles que penam para arrancar o minério das pedreiras. Ela está preparada para o trabalho duro e, às vezes, perigoso, mas o que não esperava era sofrer com o assédio dos seus colegas de trabalho. Como ao reclamar do tratamento recebido é ignorada, ela decide levar à justiça o caso.


A lista de Schindler, que é o meu preferido. 


Sinopse: A inusitada história de Oskar Schindler (Liam Neeson), um sujeito oportunista, sedutor, "armador", simpático, comerciante no mercado negro, mas, acima de tudo, um homem que se relacionava muito bem com o regime nazista, tanto que era membro do próprio Partido Nazista (o que não o impediu de ser preso algumas vezes, mas sempre o libertavam rapidamente, em razão dos seus contatos). No entanto, apesar dos seus defeitos, ele amava o ser humano e assim fez o impossível, a ponto de perder a sua fortuna mas conseguir salvar mais de mil judeus dos campos de concentração.


Outro filme que me fez chorar baldes foi Entre Nós, que encontrei por acaso no Netflix.


Sinopse: Uma história baseada em fatos reais que oferece uma nova abordagem sobre a imigração ilegal nos Estados Unidos, isso é Entre Nos. Mariana (Paola Mendoza) sai de seu país natal, a Colômbia, com dois filhos com destino para o bairro de Queens em Nova York, local onde seu marido vive. Chegando lá, ela é abandonada pelo marido e tem a difícil missão de viver com duas crianças em um local desconhecido e sem nenhum tipo de direito legal. 

Todos os filmes são maravilhosos e vale muito a pena apertar o play. 



Meu mundo em um iPhone

sábado, 28 de setembro de 2013

imagem da net

A discussão iPhone x Android é antiga e eu não estou aqui para alimentá-la. Até porque, gosto é igual corpo: cada um com o seu. E também porque acho uma discussão vazia, que nada acrescenta na vida das pessoas. O objetivo do post é falar sobre os 10 benefícios e facilidades que o iPhone trouxe para mim.

1- WhatsApp: Esse deve o Aplicativo queridinho da turma toda. É a chamada versão moderna do MSN, e eu, que era viciada na versão antiga, nem preciso explicar porque morro de amores. Tem todos os benefícios do MSN, mas a comidade de levá-lo na bolsa para qualquer lugar. Amo.

2 - Viber: Outro aplicativo de mensagens instantâneas com compartilhamento de fotos e vídeos. É uma versão mais simples do WhatsAPP, com a vantagem de poder fazer ligações gratuitas para qualquer lugar do mundo, desde que o meu contato também tenha o aplicativo em seu celular. 

3- Instagram: Como sou uma fotógrafa fracassada, nem preciso dizer que saio por aí aloka da fotografia, clicando tudo que encontro no caminho.

4- Editor de imagens: São inúmeras opções, mas eu uso com bastante frequência o Instaframe e o Snapeee. Dá para fazer montagens lindas, com várias coisinhas e muitas molduras.

5- Jogos: Do popular Candy Crus ao não tão popular Farm Heros. E a melhor parte: vários jogos bacanas de graça.

6- iBooks: São várias opções de livros e revistas para baixar gratuitamente. Esse, apesar de ter um acervo considerável, eu já não acho as opções tão bacanas.

7- Wattpad: Esse é o meu queridinho. É um aplicativo para baixar livros, também de graça. São muitas as opções e o melhor, livros recentes. Li os badalados A culpa é das estrelas e As vantagens de ser invisível por lá, sem gastar um único centavo. Vale mesmo a pena.

8- MegaJogos: Se você, assim como eu, gosta muito de jogos de carta, certeza que estará no paraíso. Joga infinitamente  "di grátis", sem precisar de passaporte. Um looshoo.

9- Redes Sociais: Você tem acesso a todas as redes em um só clique. Seja Twitter, Facebook, Blogger ou qualquer outro, você acessa rapidinho. Sem contar os básicos do Email, Youtube e etc. 

10- Netflix: Gente, o aplicativo do Netflix para celular foi uma das melhores invenções. Você assiste filme, seriados, desenhos e o que mais desejar, ali, na tela do seu celular e em qualquer lugar que estiver. Tá no trânsito, com engarrafamento e chateada? Clica no APP Netflix e vai assistir um filme para passar o tempo. 

Essas são os 10 aplicativos que eu mais uso no iPhone e que atende todas as minhas necessidades e expectativas. Quem puder e quiser ter um, tenha. Vale o investimento.
O meu foi adquirido da forma mais irresponsável possível, mas que eu não me arrependo nem por um segundo. 
Fazia tempo que eu andava namorando um, mas a grana era curta, que quase não pagava as contas. Um dia, passeando no Shopping, vi uma promoção bacana na Vivo e não resisti. Deixei de pagar TODAS as contas do mês e comprei o celular. O que eu posso dizer? VALEU MUITO A PENA. 

DIY Calça esquecida

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Todo mundo tem uma calça jeans esquecida no armário pra chamar de sua. No meu caso eu tinha três. Estavam ali, atuando como figurantes e esperando o momento exato para serem dispensadas. A primeira, porque eu perdi uns quilos e bastava uns passos mais apressados para a calça parar no joelho. A segunda e terceira, por pura falta de sentimento entre nós. Estavam, inclusive, dentro de umas sacolas para serem doadas em uma instituição de caridade.
Dia vai, dia vem, entro em um Blog que eu juro não lembrar mais o endereço, e vi um monte de coisas bacanas que poderiam ser feitas com calças antigas, prestes a serem descartadas.
Olhei para o saco, olhei para as calças e elas sorriram pra mim. Nascia ali um tórrido caso de amor.

O primeiro passo foi passar a tesoura nas pernas da calça, fazendo dela uma bermuda. Depois, fui numa lojinha de bijouteria no Centro da cidade e comprei um pacote de um 1 Kg dessas tachinhas. O pacote vem com aproximadamente 1500 tachinhas e custou apenas 25 realidades. Ou seja, dá para fazer muita coisa legal. Depois, de posse de uma alicate apropriado, que comprei na mesma loja por 10 realidades, foi só meter a mão na massa e deu isso aí:
 Frente da bermuda.

Verso da bermuda. 


 Essa outra foi bem mais simples de fazer e o resultado foi bem maneiro. Comprei, também no Centro esse Guipir (gripir) e costurei à mão na lateral da ex-calça, agora, bermuda. 


 Essa última eu comprei dois pacotes de Spikes (4,90 cada) e não deu para enfeitar muito, mas foi justamente essa "simplicidade" que deu o charme.



E aqui, todas as minhas criações reunidas para o clique. =)

E vocês, já salvaram alguma peça do descarte? Conte pra mim, estou curiosa. 

Acessórios nosso de cada dia.

domingo, 22 de setembro de 2013

Houve um tempo em que eu era tão aloka dos acessórios, que poderia facilmente ser confundida com uma árvore de natal, tamanha a quantidade de penduricalhos que eu exibia nos dedos, braços e pescoço. Uma espécia moderna da Viúva Porcina, diria. 
Com o passar do tempo, fui perdendo o interesse a adotando uma postura mais comedida, usando coisas mais discretas, com pouca cor e pouco volume. Hoje, arrumando, enfim, o Guarda roupa, me dei conta que além dos acessórios casuais, ainda guardo algumas coisas para os momentos de descontração e que são os meus queridinhos. Olha só:

 Pulseiras que uso no dia a dia. Tenho apenas essas três e faço um sério trabalho de revezamento.

 Essa eu acho um amor. Não ficou bem visível, mas tem um cruz no centro e ao redor várias pedrinhas brilhantes. 

 Bom, isso era um patuá muito fofo, que além da figa e da ferradura tinha também um trevo e um olho grego. Esses dois últimos perdidos em alguma farra por aí. Não me pergunte como. =)

 Esse eu também acho lindinho, apesar de simples. Acho que é pelas pedrinhas brilhantes, já que eu adoro um brilho. Perua, eu? Maginaaaa.

 Essa caveirinha cravada de brilhantes é uma das minhas preferidas. Usei à exaustão, que a coitada até pediu um descanso. 

 Bom, essa eu ganhei de um ex- paquerinha, que disse que maçã mordida lembra pecado e que eu tenho cara de pecadora. Um abuso.

Outra cute cute. 

 Apesar de ter pavor de abelhas de verdade, essa abelhinha me conquistou. ♥

E, enfim, a dona do meu amor. Eu sou simplesmente apaixonada por esse pingente de óculos. Uma pena a corrente ter partido em um momento de, digamos (Cof cof) , amor selvagem. Gosto tanto que não consegui me desfazer e guardo para um possível conserto, em breve.

E vocês, quais acessórios gostam muito e não conseguem se livrar? Conta pra mim, vai. ;)

Eu não sou daqui.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Às vezes, que não são raras, eu tenho a estranha sensação de não pertencer ao lugar que eu pertenço. Na verdade, de não pertencer a lugar nenhum.
Ir embora, mudar de cidade, de estado, de bairro ou até mesmo de casa, sempre esteve em pauta. É o que sempre penso quando as coisas não vão bem.  É como se fosse em um jogo de Vídeo Game, que se você vai mal na partida, você vai lá, dá um Start e recomeça. 
Quando eu fui demitida do emprego anterior, a única certeza que eu tinha era que se nada desse certo, eu arrumaria a mala, alugaria o meu apê e começaria em outro lugar, distante daqui. A passagem, inclusive, está comprada para Dezembro, que foi o prazo que me dei para arrumar a bagunça que estava a minha vida. 
A verdade é que eu nunca quis ficar aqui, mas aquela (muitas vezes falsa) sensação de segurança me prendia. Foi aqui que nasci, é aqui que tenho amigos, é aqui que sei andar nas ruas sem me perder e, agora, é aqui que tenho um emprego decente. E isso muda tudo. 
Quem acompanha o Blog sabe que eu passei por maus bocados, devendo tudo, com nome sujo e fazendo das tripas um coração para muitas vezes ter o que comer. Não estou no emprego dos sonhos, mas é algo que me permite pagar as contas e viver, digamos, com folga. Bate um medo de largar tudo isso e arriscar. Mas aí eu fico com mil dúvidas na cabeça e a principal delas é: será que sou/estou feliz aqui?
Eu, sinceramente, não tenho a resposta. Até descobrir, a passagem vai continuar ali, no meu Email, mesmo que seja apenas para um passeio de final de ano. 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Desde os primórdios que eu acredito piamente que há uma força sobrenatural que mora na minha casa e sai destruindo tudo que encontra pela frente. Só isso mesmo para explicar o fenômeno de coisas quebradas estranhamente. 
Bem antes de morar sozinha, quando a minha mãe ainda era viva, era super comum trocar os puxadores dos armários praticamente todos os meses, já que ele apareciam quebrados do nada. Foi assim também quando compramos a geladeira nova e o puxador da porta apareceu quebrado uma semana depois. A máquina de lavar também teve seu dia de glória, quando o dispenser para colocar sabão apareceu quebrado. 
E desde então isso vem se repetindo. Antes, como todos ainda moravam em casa, eu achava que era alguém quebrando e ficando calado para que outro levasse a culpa, mas, agora, que moro sozinha, nada explica além da força sobrenatural.
De Junho até o dia de hoje, eu já comprei três cabos para o carregador do meu celular, que apareceu quebrado. O carregador do Notebook também faleceu, sem que eu soubesse o motivo. Só vi o cabo de um lado e o plug do outro.Vale lembrar que antes do Notebook atual, o antecessor morreu sem um motivo aparente. Eu estava usando e pufff. Apagou e não houve salvação.  E agora, como se não bastasse, o áudio da minha TV desapareceu. Tá ruim? Calma que piora..a TV é nova, dois meses de comprada. 

♪ Chamei dois guerreiros, Bispo Macedo e o Padre Quevedo pra te exorcizar. Ô vaza..♪

As luzes queimaram meu filme

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Como vocês já perceberam, além das minhas chourumelas costumeiras, o assunto cabelo é algo recorrente aqui. Eu tenho uma estranha relação de bem estar diretamente ligada ao meu cabelo. Se ele está bem, eu também estou. Na tentativa de ter um cabelo, digamos, digno, eu já fiz muita loucura. A última que aprontei foi fazer luzes e dias depois "relaxar os cachos". Resultado: cabelo parecendo uma palha e todo partido. No desespero para corrigir a besteira, usei de tudo um pouco, e, surpreendentemente, o que mais deu resultado foi justamente o que eu menos esperei.

Vamos aos produtos e o resultado de cada um deles.


Natura Plant: Comprei a linha completa. Shampoo, Condicionador, Creme de hidratação, Creme para pentear e Sérum reconstrutor. Os produtos são bacanas, deixou o cabelo super cheiroso, mas não apresentou nenhum resultado significativo. Uma pena.



 Nativa Spa - O boticário: Usei Shampoo, Condicionador e Creme hidratante. Mesmo resultado dos produtos Natura. =(



 Usei também essa outra linha Natura Plant. Vale lembrar que todos os produtos são ótimos, só não surtiu efeito no meu cabelo.

Niely Gold: Agora, sim, o produto que me surpreendeu. Já cansada de gastar dinheiro e não ter resultado, resolvi, num último suspiro, experimentar os produtos Niely Gold. Fiquei um pouco desconfiada, porque além de serem baratinhos, e eu tenho uma filosofia estúpida de que se é barato, não é tão bom assim, e se nem os produtos caros deram resultados, não seriam esses, de uma lojinha bem pequenininha de bairro, que daria.
Quebrei a cara. Os produtos Niely Gold foram a cura e a salvação para um cabelo que já agonizava. Além do cheirinho de roupa nova, que eu adoro, por sinal, a máscara de tratamento está aos poucos devolvendo brilho e maciez para aquilo que um dia já foi um cabelo digno.
Foi a melhor aposta de todos os tempos. Usei, uso, usarei e recomendo, minhas leitoras. Vale mesmo a pena experimentar. Se por acaso você provocou a revolta dos cabelos, aproveite e faça o teste você também. 


Lembrando que esse post não é um Publieditorial. Todos os produtos aqui apresentados foram comprados com o meu suado dinheirinho e devidamente testados durante algumas semanas. 

Feriado sem gás.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Eu carrego comigo uma filosofia baratíssima, dessas de boteco copo sujo, que diz que você faz todos os planos, mas é a vida quem se encarrega de fazê-los acontecer ou não.
Daí que chega o primeiro feriado que eu não trabalho depois de muito tempo, e mesmo caindo em um Sábado, a palavra FERIADO ainda detém total domínio sobre o meu raciocínio lógico.
Recusei convites para viajar, porque além de descobrir uma forte veia egoísta (sim, eu queria meu feriado só pra mim), eu ainda tinha muitas coisas para resolver, tipo, arrumar a minha casa que está em estado deplorável. E quando eu digo deplorável, é que a situação está mais que trágica. Inclusive, se por acaso eu parar de postar aqui no Blog, foi porque me perdi no meio da bagunça do meu quarto. 

Então que na Sexta eu abracei o Netflix como melhor amigo, coloquei o Ar no modo neve e corri para debaixo do Edredom. No Sábado, que teoricamente seria o dia da arrumação, eu já acordei bemmm tarde, tipo, 14h. Resolvi que antes de meter a mão na massa eu precisava me alimentar e com muita tristeza no olhar percebi que os armários e a geladeira estavam completamente vazios. No stress. Fui ao mercado, fiz as compras, fiquei toda faceira e preparei um Yakisoba. Quer dizer, tentei, porque ao ligar o fogo, CABÔ GÁS. 
Gente, não tinha gota de gás para contar mentira na esquina. Mantém a calma e liga para o Disk entrega e tem o desprazer de ouvir da mocinha que aos Sábados a entrega é somente até às 18h. 
Controla a fúria, a frustração e o desejo de jogar tudo para o alto e volta para assistir filmes e séries como se não houvesse amanhã. Assisti de tudo, desde A lagoa azul até De volta a lagoa azul. Chorem.
Devo dizer que para não morrer de fome, acabei atacando toda sorte de gordice que encontrei no caminho.

Dia seguinte, no caso ontem, acordei às 13:10 e liguei imediatamente para o Disk entrega e ouço, outra vez, que a entrega aos Domingo é somente até às 13h. 

(Insira aqui o seu xingamento )

Nesse momento eu lancei mão de todos os palavrões que conheço e alguns inventados por minha mente quase fértil e odiei muito não morar num daqueles prédios modernosos, que a continha do gás chega no final do mês. Embora eu tenha um botijão reserva, eu nunca lembro de deixá-lo ali, no seu cantinho, esperando por seu momento, porque o gás em casa costuma durar de cinco a seis meses. 
Em tempo, aproveito para dizer que Gás de cozinha é um bicho meio escroto. Daqueles que não dão sinal de que estão acabando, que em breve irão embora. Algo do tipo "se liga, Princesa, daqui a pouco eu vou escapar e deixar você na mão, melhor arrumar outro."

E foi isso..um feriado de muito filme, seriado e até desenho animado, mas sem uma gotinha de gás. 

Muitas histórias e um só cabelo. Parte II

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Passada a vergonha da minha mãe gritando em praça pública e a dor de ter todo meu cabelo reduzido a nada, eu ainda não sabia, mas precisava enfrentar o pior monstro: a escola.

Adolescente + escola pode ser o resultado de uma das maiores crueldades da humanidade. Porque sim, adolescente é cruel quando quer. Principalmente quando há uma necessidade de ser mais que os demais.

Eu não sabia o que era, mas a partir daquele dia eu conviveria com os primeiros sinais do Bulliyng. Embora ninguém ali tivesse a necessidade ou mesmo a intenção de ser cruel, a verdade é que, quando se quer ser destaque ou engraçado da turma, o popular, as pessoas fazem coisas que provavelmente se arrependerão na vida adulta.

É engraçado essa relação com o cabelo e o estrago que ele pode causar. De repente, parece que toda raiva reprimida que as pessoas sentiam de mim fora colada para fora em forma de zoar o meu cabelo.

Foram muitos apelidos. Foram muitas as brincadeiras sem graça. Perdi as contas das piadinhas que ouvi, algumas bem desagradáveis, e tudo por conta de um cabelo cortado.

O meu aniversário estava chegando e as pessoas da sala resolveram fazer uma festinha de aniversário para mim. Ainda dotada de toda inocência infantil, eu acreditei que aquela festa seria a minha redenção e que na verdade as pessoas haviam percebido que eu era uma pessoa legal e que não valia a pena implicar comigo por causa do corte do cabelo, e, principalmente, porque elas perceberam o quanto aquilo me fazia sofrer.
Ledo engano.

No dia do meu aniversário, um grupo de alunos pediu licença a professora e se dirigiu a frente da classe para me parabenizar. No lugar do tradicional "parabéns pra você", cantaram a plenos pulmões: " Maria sapatão, sapatão, sapatão. De dia é Maria, de noite é João."

TODOS ACHARAM ENGRAÇADO. TODOS, INCLUSIVE, A PROFESSORA.

Eu fiquei paralisada, com aquela cara de quem não entendia os motivos de fazerem aquilo comigo. Aí veio o presente..que nada mais era do um pacote de presilhas para colocar no cabelo, uma calcinha e um sutiã, para eu lembrar como era ser mulher.

Chorei imóvel. Não conseguia xingar, gritar, correr ou expressar qualquer tipo de reação. Eu só chorava, olhando para os rostos dos meus "amigos" rindo de mim.
Até que uma delas percebeu que a "brincadeira" havia passado do limite e me tirou da sala. 

Foi uma sensação bem ruim para descrever com exatidão. A única certeza que tenho é que esse episódio contribuiu e muito para a depressão que apareceu anos depois.

E pensar que tudo isso começou lá atrás, com uma adolescente que queria apensar mudar um pouco o cabelo e ter um pouco de autoestima.

Muitas histórias e um só cabelo. Parte I

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Meu cabelo sempre foi liso. Não aquele liso, escorrido, digno de capa de revista de moda, mas aquele liso cacheado, comprido, batendo na cintura, que certamente hoje faria sucesso, mas naquela época só uma coisa importava: eu queria ter cabelo liso, escorrido, sem uma ondulação sequer.

Minha mãe não tinha muita paciência para pentear ou cuidar dos meus cabelos, mas não deixava cortar e ainda me obrigava a viver de trança all the time. Eu odiava. Sem contar que era chato para lavar, secar, desembaraçar..um sofrimento.

Daí que entre os meus 12/ 13 anos eu resolvi que queria usufruir de todos os benefícios que o cabelo poderia me proporcionar e achei que cortando alguns centímetros isso me deixaria bem mais bonita, descolada e também faria com que a minha mãe deixasse ele solto. 

[ Quando eu digo aqui minha mãe, talvez você não entenda, mas ela era uma espécie de General dos tempos modernos. Era brava, autoritária e usava da força quando achava necessário, ou seja, sempre. /]

Então que eu economizei no lanche da escola e parti para o salão mais badalado do bairro em que morava. Lá, a mocinha responsável deu um aperitivo do que seria aquele dia de merda:

-olha, eu não corto cabelo. Só faço escova e hidratação. A pessoa que corta só vem amanhã. Sua mãe sabe que você vai cortar o cabelo?
-Claro que sabe. Foi ela quem deu o dinheiro. Só não veio comigo porque está ocupada.

Se eu atentasse para os sinais divino, eu teria ido embora e deixado de lado essa coisa de cortar cabelo, mas eu nunca fui de prestar atenção nos sinais. Me despedi e fui procurar outro salão.

Encontrei alguns metros depois e fui bem recebida pela funcionária. Falei que queria cortar alguns "dedos" de cabelo, para que ficasse mais fácil pentear.
A simpática me jogou em uma cadeira, sacou avental, pente, tesoura e começou a fazer sugestões do corte tal, modelo não sei das quantas e por aí vai. Eu, no alto dos meus 12/13 anos, estava totalmente entregue nas mãos daquela pessoa que eu julgava ser profissional. Em poucas palavras ela me convenceu a fazer um corte de camadas..eu não sabia o que era, mas ela garantiu que ficaria lindo. Aceitei.
Quando percebi, eu estava a cara de um poodle. O cabelo que antes era na cintura, agora estava na altura dos ombros, parecendo o rabo de um pavão, sem nada nas laterais e um pimpão na frente, que seria o mullet. Morri.

Fui para casa completamente anestesiada. Primeiro,porque eu já sabia que a surra seria garantida, mas se fosse para apanhar, que fosse pelo menos em causa nobre, só que o meu cabelo não tinha nada de nobre.
Segundo, a ideia era melhorar minha autoestima adolescente, mas só conseguiu jogá-la no lixo.

Vou pular a parte do ataque histérico da minha mãe e ir para a parte dela fazendo o maior escândalo na porta do salão, ameaçando processar Deus e o mundo. Nisso, chega a dona do salão, chama a minha mãe para uma conversa particular e oferece um ano de tratamento gratuito para toda família, em nome do esquecimento da causa, já que a minha mãe berrava que ia procurar o Juizado de Menor, já que eu era uma criança e bla bla bla (insira aqui o que o Juizado tinha a ver, porque até hoje eu não entendi).

Por fim, minha mãe aceitou fazer o acordo com a dona do salão, mas antes, claro, tinha a minha punição:
-Corta o cabelo dela todo. Estilo Joãozinho, que é para ela aprender a não desobedecer.
-Não precisa cortar assim, senhora, podemos dar um jeito.
-A senhora é surda? Eu mandei cortar Joãozinho. E corte logo, antes que eu mande passar a máquina 0.

E assim, a duras penas e sem o meu cabelo, aquela foi apenas mais uma das inúmeras vezes que a minha mãe tentou me provar quem mandava ali e quem tinha a palavra final.






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