Obrigada.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Gente, obrigada por todo apoio e carinho no post anterior. É muito importante para mim exteriorizar esses demônios sem o peso do julgamento, da crítica e da condenação. Me fez MUITO bem compartilhar isso com vocês. Obrigada mesmo, de verdade.
Para mostrar que eu fiquei muito feliz com tudo isso, resolvi compartilhar com vocês uma receita básica para aqueles dias de frio. Vem comigo. \o/


A receita de hoje é Caldo verde.

Ingredientes:

Batata do reino
Calabresa
Alho picado
Couve picada
Azeite de oliva
Caldo de carne
Folha de louro (opcional)
Sal a gosto


Módifazê:

Descasque as batatas, corte-as ao meio, lave coloque para cozinhar junto com o caldo e a folha de louro. 
Pique o alho, a calabresa e a couve e reserve.
Depois das batatas cozidas, com o mesmo caldo do cozimento, passe tudo no liquidificador, formando uma especie de mingau mais ralinho.



Em uma panela coloque um fio de azeite de oliva e refogue o alho, a couve e a calabresa:


Depois é só misturar a batata já cozida e passada no liquidificador, deixar ferver e tcharam...

Bom apetite. =)

Crônicas de um desabafo

sábado, 26 de outubro de 2013

Não costumo postar aos Sábados, mas como estou em débito com as postagens aqui, aproveitei para quitar o débito e explicar o motivo da ausência. É que agora além do trabalho e do inglês à noite (eu voltei) eu voltei também a fazer terapia. Cheguei em um momento da minha vida que seguir em frente sem ajuda estava praticamente impossível. E eu preciso seguir em frente.

Eu tive uma infância 100% contraditória. Se por um lado eu tive muitos amigos e explorei ao máximo a expressão ser criança, por outro, tive todos os meus medos e traumas alimentados pelo fantasma do alcoolismo da minha mãe. Sim, minha mãe era alcoólatra e até eu entender e aceitar o que de fato era isso, a nossa convivência, ou melhor, da família toda, não foi nem um pouco fácil. 
Minha mãe até que tentava ser boa no papel, só que ela só conseguia isso quando não estava bêbada, e isso, acreditem, raramente acontecia. Naquela época, era comum os abusos físicos e psicológicos: apanhávamos por qualquer motivo e éramos ofendidos até quando dormíamos, se duvidar. 
Cresci cheia de traumas, de medos, com a autoestima na lama, me julgando sem nenhum valor, já que sempre que possível minha mãe reforçava com suas intermináveis reclamações. Os amigos, que eram muitos e eu até hoje não entendi como foi possível trazer e fazer ficar tanta gente perto de mim, foram a minha válvula de escape para não enlouquecer.

O tempo passou e os traços daquela menininha frágil, hostilizada e abusada psicologicamente mostravam que ainda estavam por aqui. Isso era fácil perceber nos relacionamentos fracassados em que eu entrava e saía num piscar de olhos. Nunca soube ou quis fazer nada, porque não acreditava que era capaz de fazer algo realmente bom, embora eu nunca tenha repetido de ano e sequer feito uma recuperação. Sempre fui ótima aluna e lembro da minha professora de História, Gisélia, me dizendo que eu ia longe, que tinha talento. Estranhamente eu só conseguia acreditar nisso dentro da sala de aula. Fora, me considerava um lixo, só esperando o seu momento de ser recolhido. 
Por um bom tempo eu tive um comportamento destrutivo, que eu acreditava ferir a minha mãe, como se fosse uma vingança por tudo que ela havia me feito sofrer. Quanta ingenuidade, diria, burrice.
A única pessoa a sofrer era eu. Percebi isso um pouco tarde. Me senti envergonhada e me afastei do mundo. Me isolei. Cheguei a pesar quase 100 kg. Passava dias, semanas sem pentear os cabelos. Semanas com a mesma camisola. Esqueci o que era fazer as unhas, depilação, cuidar de mim. Esqueci o que era ser mulher. Me dei conta que há mais de um ano que eu não dava um beijo, selinho que fosse, em alguém. Eu estava acabada. Fundo do poço.com Game over para mim.
Procurei ajuda por vontade própria. Não foi fácil, mas eu consegui. Voltei a me enxergar, mas não gostei do que vi. Corri atrás de mudanças, mas certas coisas deixadas no caminho não são mais possíveis recuperar. Aprendi a (sobre) viver sem elas. Fiz as pazes com a minha mãe. Entendi que ela era doente e que assim como eu, também precisava de ajuda. Infelizmente, quando percebemos isso ela não tinha muito tempo, mas foi o bastante para que eu a desculpasse por todas as mazelas e qualquer sentimento de culpa que existia entre nós. 
O tempo passou, as coisas foram tomando seus rumos, meu pai se foi, me vi sozinha, outra vez, mas desta vez com a enorme sensação de abandono. Um vazio tomou conta de mim e, de novo, eu quis desistir.
Não desisti. Continuei. Tropecei aqui, caí ali, levantei acolá e aqui estou, tomando consciência de traumas que eu nem sabia existir e disposta a lutar contra todos eles. O Blog, inclusive, foi a forma terapêutica que encontrei para desabafar no anonimato. Sim, a razão para eu não colocar fotos ou nome é justamente essa: poder desabafar sem o medo do julgamento, sem o véu da vergonha ou fantasmas do passado.
Antes de clicar em "publicar" esse texto, liguei para a minha terapeuta e falei sobre isso. Segundo ela, é uma grande passo para o progresso que desejo. 
Será?
Espero que sim. 
Não saia correndo se por acaso entrar aqui e encontrar alguns posts "muro das lamentações". Tudo isso faz parte do meu crescimento e da minha caminhada. Segura a minha mão e vem comigo?
Beijos. 

Eu ♥ Sapatilhas

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

No último ano eu descobri um amor novo: a sapatilha. Antes, por mais bonita e confortável que fosse, não havia jeito de rolar um sentimento entre nós. Sempre gostei de salto. E não um salto qualquer, mas salto alto, altíssimo. Depois, os joelhos começaram a reclamar e por ordens médicas eu passei a usar sapatilhas.
Hoje, sempre que estou no Shopping e passo por uma loja de sapatos, a primeira coisa que olho são as sapatilhas. E se gostar de uma e tiver mais de uma cor, pode apostar que vou levar o mesmo modelo em cores diferentes, como é o caso dessa foto abaixo:



Inicialmente eu gostei da amarela, mas aí vi a rosa, a verde e por fim, a azul. Não teve jeito e acabei comprando as quatro. E sim, são todas do mesmo modelo. 

Dias depois, o sapato que eu estava calçada começou a incomodar e entrei em uma lojinha para comprar uma sapatilha qualquer, para dar o merecido descanso para o meu pobre pé. Mais uma vez fiquei na dúvida de qual cor escolher e acabei comprando as duas:

O mesmo vale para as sapatilhas da Zaxy:
Observem que as duas roxas são bem parecidas, mas uma é mais clara que a outra.

Vermelho com bolinhas brancas, sem dúvidas, é uma das combinações que eu mais gosto.
Por fim, essas duas que fazem parte do time das queridinhas e sempre que posso estão em uso. As duas já foram parar na UTI do sapateiro de tanto asfalto que já bateram por aí:

E vocês, preferem mais um salto ou a amigona da sapatilha? Conta pra mim, vai. =)

Resumindo o FDS

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Mais um final de semana em casa e assistindo filmes. Desta vez o terror entrou em cena e foi a vez de assistir invocação do mal:


Sinopse: Harrisville, Estados Unidos. Um casal (Ron Livinston e Lili Taylor) muda para uma casa nova ao lado de suas cinco filhas. Inexplicavelmente, estranhos acontecimentos começam a assustar as crianças, o pai e, principalmente, a mãe. Preocupada com algumas manchas que aparecem em seu corpo e com uma sequência de sustos que levou, ela decide procurar um famoso casal de investigadores paranormais (Patrick Wilson e Vera Farmiga), mas eles não aceitam o convite, acreditando ser somente mais um engano de pessoas apavoradas com canos que fazem barulhos durante a noite ou coisas do gênero. Porém, quando eles aceitam fazer uma visita ao local, descobrem que algo muito poderoso e do mal reside ali. Agora, eles precisam descobrir o que é e o porquê daquilo tudo acontecendo com os membros daquela família. É quando o passado começa a revelar uma entidade demoníaca querendo continuar sua trajetória de maldades.

E Mama:


Sinopse:
Quando o pai de Victoria e Lilly mata a mãe das garotas, as crianças fogem assustadas para uma floresta. Durante cinco anos, ninguém tem notícia do paradeiro delas, até o dia em que elas reaparecerem, sem explicarem como sobreviveram sozinhas. Os tios das duas, Lucas (Nikolaj Coster-Waldau) e Annabel (Jessica Chastain) adotam Victoria e Lilly e tentam dar uma vida tranquila às duas, mas logo eles percebem que existe algo errado. As duas conversam frequentemente com uma entidade invisível, que chamam de "Mama". Lucas e Annabel não sabem se acreditam nas meninas, ou se devem culpá-las pelos estranhos acontecimentos na casa.

Para compensar, já que ninguém é de ferro, rolou um bom e saboroso  Hot dog, com direito a purê de batatas, batata palha, queijo ralado, orégano e catchup:

Confesso que esperava mais dos dois filmes. Talvez mais sustos ou o terror tão comentando em resenhas. Achei ambos fracos, mas válido para um Domingo à noite e dia de dormir sozinha. =)

Inaugurando uma nova tag

quinta-feira, 17 de outubro de 2013



Essa vida de morar sozinha rende muitas desventuras na cozinha, e eu, me sentindo a cozinheira, resolvi compartilhar com vocês as minhas peripécias.
Vale lembrar que, nada do que faço segue ao pé letra uma receita. Eu sempre dou uma uma esticada básica e deixo tudo do meu jeito.
Para inaugurar, apresento uma receita de Yakisoba do meu jeito.

INGREDIENTES:



Repolho em tirinhas
Cebola em tirinhas
Cenoura ralada
Macarrão Yakisoba (ou miojo, fica ao gosto de vocês)
Molho Shoyu
Azeite de Oliva
Carne
Frango
Alho
Sal 

MÓDIFAZÊ:

Junte a cenoura, o repolho e a cebola em uma panela e refogue tudo no azeite de oliva

Aqui tudo junto e misturado


Depois, acrescente a carne e o frango (temperado com alho e sal) e fritos no óleo ou na manteiga

Adicione o shoyo e deixe refogando. 


Depois, com o macarrão já cozido e escorrido, misture tudo na panela e deixe refogar mais um pouco. 



Agora no prato, pronto para ser devorado



Opssss# Na foto aparece apenas um pacote de macarrão yakisoba, mas eu usei dois e comeram cinco pessoas.

O motivo do sumiço

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Eu andei sumidinha por uns dias e agora vou contar para vocês o motivo. 

Trabalho voluntário sempre foi algo que esteve em pauta para mim. Desde muito cedo que me envolvi em alguns e pude sentir de perto a alegria daquelas pessoas beneficiadas. É algo mágico, que não sou capaz de descrever. Depois, por motivos diversos, e a maioria deles por falta de ajuda (é tão difícil levar um projeto desse adiante sem ajuda), a coisa esfriou um pouco e eu fui deixando de lado, com a velha promessa de que em breve seríamos bons amigos, outra vez.

Agora, anos depois e com a proximidade do dias crianças, resolvi juntar umas amigas e fazer um bazar beneficente para a casa da criança com câncer. 
Foi trabalhoso, foi cansativo, desgastante e irritante, porque como disse, não temos ajuda de nenhuma empresa, de nenhum Eike Batista ou qualquer outra coisa. Tudo foi custeado por nosso bolso, muitas vezes bem humilde. 
O primeiro passo foi entrar em contato com conhecidos, amigos, vizinhos, a tiazinha da esquina e sei lá quem mais, em busca de doações de roupas, sapatos, bolsas e acessórios. Pedimos também que essas pessoas pedissem para seus amigos e assim por diante.
Recolhemos bastante coisas, mas tivemos um trabalho sinistro para separar o que estava em condições "vendável", fazer algum reparo se necessário (e tome dinheiro para pagar a costureira), lavar e passar. Alugamos algumas araras de lojas, para expor as roupas, alugamos cadeiras e mesas para acomodar nossos convidados, contamos com a ajuda divina do Maurício, que fez todo trabalho de arte sem nos cobrar um centavo (Valeu, Mau) e preparamos alguns quitutes para servir aos convidados.

Eu confesso que tive muito medo de que a coisa fosse um fracasso. Investimos toda nossa grana e expectativa nesse projeto, se algo saísse errado, seria de uma frustração sem fim.

Graças a Deus tudo deu certo. O bazar foi um sucesso e vendemos quase todas as peças que foram expostas. As outras, que não colocamos para venda, dividimos e doamos em alguns abrigos escolhidos por nós. Foi tudo maravilhosoooooooooooo.

As poucas peças que sobraram, eu estou pensando em fotografar e fazer um bazar virtual aqui, já que marcamos para entregar o dinheiro somente no final do mês. Dá tempo, né gente? Vocês curtiram a ideia?
Diz pra mim o que vocês acharam..se for do agrado geral, coloco tudinho aqui. As peças são boas, com pouco uso, algumas de boas marcas, em bom estado e custam entre 5 e 15 reais. Uma pechincha só. 

Beijos. 

#A satisfação foi tanta que a Patrícia perdeu a máquina com todas as fotos do evento. Snif. Entramos em contato com os convidados, para saber se alguém tirou foto, mesmo que do celular. Assim que tivermos uma resposta, postarei todas as fotos aqui. Prometo. =)

Isso me fez tão bem

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Já disse em algum post anterior que eu tenho a incrível capacidade de me sabotar, mesmo sem querer. O meu antigo emprego era, também, uma forma disso, só que eu não sabia.
Eu trabalhava quase todos os dias do mês. Sábado, Domingo, feriado e dia santo. Nunca reclamei. Mesmo sabendo que de acordo com o sindicato tal regime de trabalho era ilegal. Não importava. Eu queria trabalhar e lá no fundo eu me sentia muito orgulhosa por ter um emprego.

No meu setor, que trabalhávamos basicamente respondendo Emails, eu era a mais produtiva. Enquanto os amiguinhos tinham uma média diária de 18 a 20 Emails respondidos, eu respondia de 30 a 40. E veja bem, quando eu digo 18 a 20 Emails, isso quer dizer muita coisa, porque, amiguinhos, trabalhávamos respondendo os funcionários da Emissora do Plim Plim (muitos artistas, inclusive), e acho que há um tipo de défict cognitivo que toma geral de assalto, porque só isso justifica a, digamos assim, falta de entendimento deles. Às vezes era preciso responder 5, 6 Emails para que eles entendessem algo que havia sido respondido no primeiro. Era preciso muita paciência para aturar tanta arrogância através daquelas letrinhas.

Enfim, eu produzia muitos mais que os outros e constantemente era elogiada por isso. Daí a surpresa ao ser demitida, porque eu juro por minha mãezinha que até hoje não sei o que de fato aconteceu. Fui demitida sem uma explicação aparente, apenas com a informação de que a empresa não precisava mais dos meus serviços. E como isso me fez sofrer. E como chorei nos três dias seguintes. E como achei que as coisas haviam acabado ali, porque eu não me achava boa em nada. Eu não me sentia capaz de fazer nada, além daquilo que eu fazia.

Passado o choro, a raiva e mais ou menos a mágoa, eu comecei a trabalhar de novo, em um horário bacana, ganhando mais e descobrindo novos talentos. 
Daí que me liga a gerente do RH pedindo para eu comparecer ao escritório da empresa, porque precisava ter uma conversa comigo. Eu pensei em dar uma desculpa qualquer e não ir. Aquilo já tinha ficado para trás e eu não queria mais pensar, mas ela insistiu e lá fui eu, saber o que de tão importante ela tinha para falar.

ELA ME PEDIU PARA RECONSIDERAR A DEMISSÃO E VOLTAR A TRABALHAR COM ELES, PORQUE A PRODUTIVIDADE DO SETOR HAVIA CAÍDO BASTANTE APÓS A MINHA SAÍDA.

Me senti a mulher maravilha quando recusei e disse que já estava trabalhando em outro lugar, onde de fato eu me sentia valorizada, e que uma vez fora de lá, nunca mais dentro.

Saí de lá tão de bem com a vida que comprei três pares de sapato na loja da esquina. O.o

Relembrando a infância.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Em homenagem ao dia das crianças, passei a semana inteira usando essa sandália, relembrando o tempo em que eu era feliz e não sabia. 

Minha singela homenagem ao tempo em que ser criança era mesmo muito bom.  

Completamente falida

sexta-feira, 4 de outubro de 2013



Há tempos que venho protelando a compra de uma sacola de viagem decente. Daí que amanhã é o aniversário de um grande amigo, que resolveu comemorar com um final de semana na casa de praia. Pintou a oportunidade para comprar e, de quebra, me deixar falida.
A ideia inicial era comprar somente a sacola e nada mais. Então que percebi que meus biquinis estavam, digamos, com uma certa idade e resolvi comprar um novo. Experimentei alguns com preços convidativos, mas não me interessei por nenhum. Foi aí que resolvi, num lapso momentâneo, entrar na Farm. Por incrível que pareça, lá não tinha apenas o biquini. Tinha também a sacola e para bater o último prego no caixão do meu bolso, tinha um short branco que eu achei um tudo. Espia:


Sacola que vai servir para essa e muitas outras viagens. Essa, sim, foi uma compra consciente.



Biquini que tomou meu coração de assalto e rapidamente foi promovido a queridinho da mamãe. 



Lindo, lindo, lindo. ♥



Após pirar e gastar o que não tenho, vi na C&A essa mochila esquecida em um canto. E como eu adoro dourado, não pensei duas vezes e fui pra fila. Depois, analisando o material da minha mais nova aquisição, morri de amor pela segunda vez no dia, porque o tecido do forro da mochila é a coisa marlinda






Fiquei sem um centavo para comprar uma bala Juquinha, mas estou mais saltitante que gazela com as comprinhas do dia. 

Indo para a luz

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Quando você pensa que já superou aquela fase punk da sua vida e que os dias de privações ficaram para trás, vem a vida e ri da sua cara, dizendo que a quizumba ainda está ali, esperando apenas uma brecha.
Então que na Terça-feira eu chego em casa após um dia estupidamente cansativo, mas tão cansativo que nem tempo tive para entrar no Blog, e isso é uma coisa que eu faço diariamente, de hora em hora, se duvidar. Chego implorando por um banho/cama, passo a mão no interruptor e..NADA.
CADÊ A LUZ?
Achei que fosse queda de energia, mas veja, eu havia acabado de subir de elevador, a luz do lado de fora estava acesa, logo, havia algo errado. Foi então que tropecei em uma cartinha branca, endereçada a minha pessoa.
Abri e vi que a carta era da Companhia de Energia elétrica, informando a suspensão dos serviços por falta de pagamento. Oi?? Como assim??
Sim, houve um tempo em que era super normal, diria necessário, o atraso de contas. Era um tempo ruim, de vacas anoréxicas e morrendo por inanição, em que eu era obrigada a atrasar as contas todos os meses. Eu pagava um mês e devia o próximo. Sempre assim. Não por opção, mas por questão de sobrevivência.

Mas, neste caso, eu sabia que havia um equivoco, até porque, a conta em questão foi uma conta com vencimento no mês 06. E o mês 06 foi justamente quando eu fui demitida. Como eu não sabia quando arrumaria outro emprego, aproveitei a grana da rescisão e do FGTS para pagar as contas em atraso e negociar os débitos gigantes. Eu tinha certeza que essa conta estava paga e em algum lugar. Foi aí que veio o lampejo: eu paguei todas contas através do débito automático. Era só acessar o banco e imprimir o comprovante. Foi o que eu fiz. Imprimi, mandei via fax e solicitei o religamento o quanto antes. A mocinha do outro lado da linha me deu o prazo de oito horas para ligarem a luz. Argumentei que precisava que ligassem logo, pois eu tinha muita coisa na geladeira que acabaria estragando, mas ela foi irredutível. Como eu já trabalhei em Call Center e sei que não adianta gritar, berrar, esbravejar com a atendente, eu agradeci o atendimento e fui direto ao PROCON. 

Eu nem sabia, mas descobri que a luz só pode ser cortada em caso de débito superior a 30 dias e após três tentativas de comunicação com o morador, coisa que não aconteceu comigo. A única coisa que recebi foi a cartinha já com a luz cortada.
Agora estou aqui, já planejando o que farei com a grana do processo. Aceito sugestões. 







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