Já pintou Natal

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Eu ainda não decidi se farei alguma reunião em casa ou se filarei a ceia na casa de algum amigo ou irmão, mas o fato é que este ano eu tenho uma árvore pra chamar de minha.

Como a grana está mais que curta, o jeito foi aproveitar uma árvore antiga, de velhos natais, mas os enfeites estavam todos detonados e fora de moda (supondo que há uma moda para enfeites natalinos). Aproveitei uns retalhos de feltro, comprei apenas um pisca e coloquei a mão na massa. O resultado foi esse aqui, ó:


 Corações de feltro feito por mim. =)

 Mais corações...


Árvore já montada, mas com foto de péssima qualidade.

 Outra foto ruim..

 Até meia de natalina para o bom velhinho não esquecer o meu presente.

A tchutchuca prontinha. 

E vocês, já montaram suas árvores? Manda fotos pra mim, vai. =)

Oi oi oi

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Sumi outra vez, é verdade. Já nem sei quantas vezes prometi não sumir e acabei sumindo. Ato falho. Para coroar a falta de consideração com vocês, desta vez eu nem tenho receita para tentar limpar a minha barra.
A verdade é que com a chegada do final do ano as coisas passam numa velocidade alucinante. É Domingo e de repente já é Domingo de novo. Estou correndo para tentar manter as coisas em ordem, mas nem sempre é possível. Às vezes rola aquela sensação de correr em vão. Mas vamos ao que interessa. ;)

No dia 11/02/2012 eu fiz esse post aqui recheado de promessas e voltei no mês de Agosto para dizer o que aconteceu. Como vocês perceberam, nada de substancial. A maioria das promessas continuaram como promessas e eu me vi, outra vez, fazendo mais promessas.

Eu estou super dedicada na terapia e decidida a levar adiante. Coisa que nunca fiz, já que sempre que me sentia "melhor", eu jogava tudo para o alto até me enterrar no buraco. Desta vez, não. Desta vez eu pretendo fazer tudo como manda o figurino.

Como parte do tratamento, além de contar os meus traumas por aqui (que são muitos), a minha terapeuta achou que era hora de criar mais responsabilidades e sugeriu adotar um cachorro ou um gato. Até curti a ideia e cheguei a pensar no caso, mas estou num momento um pouco contraditório, com muitas dúvidas, quase sem tempo e com muitas dívidas. Não seria justo comigo e nem com o animal assumir mais essa responsabilidade no momento. E como o gancho de tudo é a responsabilidade, resolvi criar a tão sonhada responsabilidade financeira.
Quem frequenta o Blog sabe que passei por maus bocados, momentos bem complicados e cheios de privações. Apesar de ter 50% do caminho adiantado, já que tenho casa própria, eu ainda tinha (tenho) as outras contas para pagar. A grana era pouca e era regra eu atrasar as contas todos os meses. O resultado disso é óbvio: dura e com nome no SPC/SERASA.
Após ser demitida do trabalho anterior, aproveitei a grana da rescisão para limpar meu nome, porque não fazia ideia que arrumaria outro emprego logo. 
Acontece que eu sou uma irresponsável de carteirinha e foi só saborear os primeiros meses longe da dívidas para sentir muita saudade delas e voltar a perder o sono com as contas.
O meu emprego é bacana, me paga um salário justo, mas mesmo assim eu continuo gastando mais do que recebo.
Já tomei algumas providências, cortei alguns gastos, quebrei cartões, pedi que retirassem o meu limite no banco e etc, mas as contas vencidas continuam ali, esperando por uma solução.

Ainda em Fevereiro de 2012, eu disse que queria aprender a fazer algo e ganhar algum dinheiro com isso. Então aqui estou, usando as minhas habilidades para algo que aprendi em um dia despretensioso, andando pelo Centro da cidade. Começou sem querer, ajudando o pessoal do trabalho, já que trabalho em uma agência de faz tudo publicidade, que além de divulgar o seu evento, gravar o seu comercial, ela ainda organiza a sua festa seja ela grande, média, pequena ou uma simples reunião informal. 

A coisa rendeu e agora além de trabalho nosso de cada dia, eu também tenho um "trabalho" meu de todos os dias. Assim que passar a correria e eu terminar de montar a página no Facebook e no Instagram eu prometo que conto tudinho para vocês, combinado? 

Não esqueçam de mim, por favor. Eu juro que o sumiço é por uma boa causa e que voltarei em breve para colorir a vida, casa, quarto, sala e tudo mais de vocês. =)



terça-feira, 19 de novembro de 2013

Dezembro ainda não chegou, mas a correria já tomou conta das ruas. Os Shoppings estão lotados, as ruas do Centro parecem que encolheram em 2 metros cada e o ônibus só tem espaço livre no teto. Some tudo isso + um calor de matar e seja bem vindo ao inferno.

Os últimos dias foram de muito, mas muito cansaço mesmo, que quase não sobrou tempo para um olá. As coisas estão intensas no trabalho, o curso de inglês está cada vez mais "apertado", estou fazendo terapia duas vezes por semana e ainda preciso de tempo para namorar e decorar a casa para o Natal. Por falar em Natal, o que se deu com os preços dos enfeites natalino? Tudo caro, pela hora da morte (embora eu não saiba que hora é essa). 
Fiz várias pesquisas de preço e acabei decidindo eu mesmo fazer meus enfeites. Comprei feltro, colas, gliter, lantejoulas, botões e ontem mesmo já coloquei a mão na massa. Assim que ficar pronto, prometo que posto a foto.

Para me desculpar pelo sumiço, resolvi presentear vocês com uma receita básica e saborosa, que fiz dias atrás, quando recebi uma amiga querida. 


Episódio de hoje: Ensopado de costela com linguiça

Ingredientes: 
Costela bovina (quanto desejar)
Linguiça (quanto desejar)
Verduras (Vai do gosto de cada um)
Folha de louro

Módifazê:
Tempere a costela do seu jeito. Eu, por exemplo, tempero com alho, sal, pimenta do reino, caldo de carne, colorau, um pouco de extrato de tomate, cheiro verde e vinagre.
Coloque a costela já temperada para cozinhar numa panela com água, o bastante para cobrir a carne. Adicione as verduras de sua preferência, a linguiça e a folha de louro e deixe cozinhando. 


Pode usar todo tipo de verduras e legumes, mas eu só tinha essas na geladeira (abafa!!) Usei repolho, batata do reino e cenoura.


 Aqui a costela já temperada e aguardando para ir ao fogo.


E aqui a belezinha já pronta. Com o caldo que a carne foi cozida, aproveitei para fazer um pirão. A foto não diz, mas ficou uma delícia. ;)


Crônicas de um desabafo #2

terça-feira, 12 de novembro de 2013

É provável que alguém não goste do rumo que o Blog está tomando (na verdade, quando o criei ele não tinha rumo nenhum), mas é algo que se faz necessário no meu processo de tratamento, então, desde já peço desculpa para quem não gosta de ler "lamentações, sofrimento e desabafos", que vez ou outra pintarão por aqui.

Na semana passada, a minha terapeuta me pediu para escrever sobre um episódio traumático da minha infância, e como eu tive muitos, foi difícil escolher um, mas depois de tanto relembrar aquelas coisas que você passa a vida lutando para esquecer, resolvi contar quando descobri que o meu irmão era o meu melhor amigo.

Minha mãe, como vocês já sabem, era alcoólatra. E como toda boa alcoólatra, amava festas de rua. Não perdia uma e sempre nos levava a tiracolo, já que não tinha com quem nos deixar. 
Eu odiava aquelas festas. Odiava e odeio até hoje. Não havia nada agradável para uma criança. Era um monte de gente amontoadas em barracas e bebendo como se não houvesse amanhã.
Minha mãe gostava de chegar cedo para garantir um bom lugar na tradicional barraca que ela frequentava e que inclusive, havia ficado amiga da dona.
Basicamente, eu e meus irmãos ficávamos sentando em banquinhos durante todo o dia, tomando um refrigerante vez ou outra e comendo aquelas comidas feitas no dia anterior e carregadas de gordura, que só Deus sabe em que condições de higiene foram preparadas.

Em uma dessas festas de rua, quando a noite chegava e nós estávamos aguardando a dona da barraca chamar um táxi, já que a minha mãe havia tomado todas e não tinha condições nenhuma de fazer isso sozinha, rolou um confusão repentina, um corre corre, cadeiras voando e de repente alguém atirou uma garrafa de cerveja que foi certinha na testa do meu irmão, que caiu sangrando e desacordado. 
Veja, eu era uma criança, acho que tinha entre sete e oito anos e a única coisa que eu consegui entender foi: meu irmão morreu.
Entrei em pânico. Comecei a chorar, gritar que meu irmão estava morto, olhava para a minha mãe, com aquele olhar de quem implora por ajuda, mas acho que ela não conseguia entender o que estava acontecendo..ela só olhava tudo surpresa, como se nem ela estivesse ali.
Lembro de ter abraçado o meu irmão no chão, chorando e pedindo para ele levantar, porque já estávamos indo para casa. Não lembro com exatidão de tudo que aconteceu naquele dia e do que se deu a seguir..mas lembro bem quando a dona da barraca me tirou de cima do meu irmão e eu fiquei desesperada, batendo as pernas e gritando, porque eu acreditava que ele estava morto e que ela estava levando ele para algum lugar e que eu nunca mais o veria. 
Algumas pessoas conseguiram me separar dele e me colocaram perto da minha mãe, que tentava entender o que estava acontecendo e mesmo muito bêbada, eu tenho certeza que ela também estava muito assustada com aquela confusão.
A dona da barraca levou meu irmão para o hospital e outra pessoa, que eu não sei quem, me levou para casa com a minha mãe.
Foi uma das piores dor que eu já senti na vida. Eu tinha certeza que meu irmão estava morto e odiava todos aqueles que não me deixaram ficar com ele. Lembro de ter ficado na cama chorando até adormecer.
Lembro também de ter acordado no dia seguinte e encontrar o meu irmão em casa, com uma atadura na cabeça e o rosto um pouco inchado. Essa, sem dúvida, foi uma das melhores sensações já sentida por mim. Meu irmão estava ali, de volta, ele não havia morrido. 
Desde esse dia fatídico que eu nunca mais larguei o meu irmão. Nos tornamos tão amigos, que daquele dia em diante sempre dávamos um jeitinho de ficar juntos. Estudamos na mesma escola, fizemos os mesmo cursos, desenvolvemos o mesmo gosto musical, de comida...era como se o meu irmão fosse a minha extensão. 
O tempo passou, crescemos...tomamos nossos rumos, ele casou e eu fui madrinha do seu casamento. Ele teve filho e eu sou madrinha do seu filho e até hoje ele não toma nenhuma decisão sem antes me consultar.
Houve um período ruim da minha vida que eu me afastei de toda família e soube depois que ele sofreu muito com isso. E foi por isso que eu voltei, que voltei a ser família outra vez. Foi por ele e por mais ninguém.

Daquilo que se sente

domingo, 10 de novembro de 2013

No ano passado, ainda no antigo trabalho, conheci um carinha que inicialmente chegou para ficar por apenas três meses, mas acabou ficando. Nos aproximamos muito e começamos a sair, sem segundas intenções, que fique claro. Quando dei por mim, as coisas tomaram um rumo inesperado e, de repente, fazíamos todos os programas de um casal, como ir ao Shopping, cinema, viajar nos finais de semana, andar de mãos dadas, ele dormir na minha casa, conhecer meus amigos, passarmos horas trocando mensagens e bilhetinhos no trabalho; mas (tem sempre um mas), para ele, éramos apenas "amigos".
Ele nunca me apresentou como namorada, embora fizéssemos todos os programas de um e nos comportássemos como um casal. Por um tempo, eu, que sempre fui acostumada com migalhas, achava tudo lindo e realmente não via necessidade de um título, já que o que importa mesmo é o sentimento e isso eu acreditava que existia entre nós. 

Um belo dia, saindo do cinema, encontrei um casal de amigos que não via há um tempo e a Amanda comentou: "até que enfim conheci seu namorado", ao que ele prontamente respondeu: "sou amigo dela".
Pela primeira vez a palavra "amigo" soava como um palavrão pra mim. Me incomodei, fiquei triste, meio desconcertada na frente dos meus amigos, mas fiz a linha cega, surda e muda. Só que aquilo foi o bastante para um reflexão pesada sobre tudo aquilo que eu estava vivendo e o que de fato eu queria pra mim. Era óbvio que existia um sentimento e que ele era importante para em várias aspectos, mas por que raios ele não queria ser meu namorado?
Conversamos, tentei entender, abri meu coração, deixei a alma leve e ele foi bem direto quando disse que queria apenas ser meu amigo para evitar cobranças, porque deixando claro que éramos apenas amigos, ele estava livre para fazer qualquer coisa sem que eu cobrasse explicações.  
Fiquei louca das tamancas e resolvi dar um basta, afinal, não costumo beijar na boca e nem dormir com meus amigos. 
Nem preciso dizer o quanto as coisas ficaram insuportáveis no trabalho e quanto aquilo tudo me fez sofrer e chorar noites afora. 
Depois de um tempo, engoli o orgulho e procurei por ele..falei do quanto sentia falta, do quanto ele era importante e o quanto eu ainda o queria na minha vida. Resposta dele? "Você é complicada demais e tem traumas que eu não quero compartilhar no momento." Essa resposta foi como um soco no estômago.
Quando fui demitida, a parte mais feliz de tudo foi saber que eu não conviveria com ele diariamente, fingindo que nada tinha acontecido. 
Eu estava mesmo decidida a não pensar mais nele e seguir adiante. Foi o que eu fiz.
Nesse intervalo, acabei conhecendo um cara muito legal, e que eu, sem o menor respeito ao próximo, decidi aproveitá-lo para esquecer de vez o cidadão anterior. Acontece que a vida é cheia de surpresas e uma dessas surpresas é que eu não imaginava ou esperava gostar dele de verdade..só que é justamente o que está acontecendo. O motivo do meu pânico tem nome e sobrenome: ele é um espanhol, que veio para ficar por apenas dois semestres, que é quando termina o intercâmbio. =(

Aí vem todo aquele medo de perder alguém legal novamente. Sério, por que que as coisas comigo são tão complicadas?
Pesquisar. 

Era uma vez

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Um dia de Los muertos que teve de tudo, inclusive, um morto. Não. isso não é piada.
Anteriormente, pensamos em comemorar o Haloween, mas tinha aquela coisa de ser durante a semana e todo mundo trabalhar no dia seguinte. Resolvemos então comemorar o Dia de los muertos. 
Eu confesso que fiquei bastante empolgada e comecei a pesquisar várias ideias para deixar a coisa bem colorida e animada. 
Um amigo ofereceu a casa, já que ele mora em um Ap com uma varanda gigante. Fiz os convites, enviei todos, gastei R$ 228, 65 só com a decoração, encomendei bolo temático (caveira mexicana), doces, salgados, bebidas, organizei um mini jantar e...faiô.

No dia da festa, logo pela manhã, liga esse meu amigo em prantos: a tia havia morrido naquele dia e por isso ele não poderia participar e a festa não poderia ser na casa dele.  Meu cérebro demorou alguns segundo para processar a informação e a única coisa que consegui pensar foi fazer na minha casa, mesmo sabendo que isso renderia uma reunião de condomínio posteriormente, mas não havia o que fazer ou tempo hábil para procurar outro lugar. 

Já tentando me acalmar e organizando as ideias, me liga a moça do bolo, dizendo que teve um problema na impressora e que não conseguiu imprimir o papel de arroz com a imagem da caveira mexicana e por ser feriado, não tinha como imprimir em outro lugar. #EuMereço
Ela deu a sugestão de cobrir a parte de cima do bolo com MMs, já que são gostosos e coloridos. Não era o que eu esperava, mas era a única solução. 
No meio da confusão, esqueci de buscar as flores para a decoração e a floricultura só funcionaria até às 12h. Já eram 14h. Ou seja, sem flor. 

Arruma daqui, arruma dali, lembrei de ir buscar o bolo e o desastre aconteceu. Primeiro porque a mulher me enganou e não cobriu o bolo com MMs, mas, sim, com uns corações coloridos, que apesar de bonitinho tem um sabor horroroso. Como desgraça pouca é bobagem, veja só o que aconteceu com o bolo durante o trajeto:

Sim. O bolo partiu.

Depois de tanta coisa ruim acontecendo, só tive uma alternativa que foi cancelar a festa e terminar a noite tomando cachaça barata para esquecer essa tragédia. 






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