Mudei

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

De trabalho. Eu ainda estou naquela fase da vida que não sei o que quero. Nada do que faço causa prazer duradouro (são tantos amores eternos de uma noite só). 
Eu era completamente apaixonada por meu trabalho. Era algo que eu via como a salvação da lavoura, a felicidade em todos os meus problemas..e até que foi, por um tempo.
Acontece que há alguns meses eu comecei a ficar insatisfeita. A alegria de outrora já não existia e o trabalho começou a pesar. Eu me sentia tão mal, que cheguei ao ponto de pensar em ficar desempregada, porque do jeito que estava eu não estava mais suportando.

Como tudo nessa vida tem um propósito, que mesmo que você não entenda de imediato, lá na frente você agradecerá, aqui estou, agradecendo por ter terminado o meu inglês aos trancos a barrancos, porque foi graças a ele que consegui um emprego melhor e que me realiza por completo.

Eu estou in love com o novo trabalho. E hoje, dia 01. Dia em que "aquilo que nós gosta" caiu na conta, eu me senti feito uma criança quando ganha doce.
Além de trabalhar fazendo o que se gosta, é mesmo muito bom trabalhar em um ambiente agradável, com boas pessoas, que valorizam a sua dedicação o tempo todo.

Obrigada para você,  que mesmo sem me conhecer, torceu por mim.

Essa alegria é nossa e eu precisava muito dela.

Obrigadaaaaaaaaaa. 

=)

Quanto custa?

domingo, 27 de julho de 2014

Eu guardo em mim aquela certeza que em algum momento da vida as pessoas entenderão que o não que sai pela boca é apenas um não. Nada além disso. Sem enigmas nas entrelinhas. 
Quando algumas pessoas tiverem essa capacidade de percepção, as coisas serão mais fáceis.

Recentemente, quando a vontade de blogar outra vez, de ser uma pessoa mais responsável com os leitores que aqui frequentam e de ser uma blogueira assídua resolveu me visitar, eu cogitei a possibilidade de ter um Layout novo. Tá, é mentira! Essa vontade já existia, mas ganhou forças junto com essa minha "volta".
Como eu nunca fui muito ligada nessas coisas (sempre usei Layout free. Beijo, Brasil), não fazia ideia de como eram feitos ou de quanto custavam. Então eu pesquisei alguns lugares (embora lá fundo eu soubesse que a escolhida seria a Nina), mandei alguns Emails e aguardei as respostas.

Como disse, eu não tinha ideia do valor de um Layout. Nunca dei a devida importância para eles, o que é uma heresia, e por isso sempre me contentei com aqueles Layout free desses intermináveis sites da internês.
Todas as pessoas que responderam, tiveram uma resposta igualmente educada. A maioria não respondeu a minha resposta (quase um trava língua), mas teve uma mocinha malcriada que interpretou o meu obrigado por sua atenção de forma errada e resolveu responder grosseiramente, dizendo que eu o fato de eu não ter 600 reais para pagar por um Layout era porque estava desvalorizando o trabalho dela e que se eu estivesse achando caro, que era para eu mesma fazer.

Gente, desde quando agradecer por um orçamento é desvalorizar o trabalho de alguém? 600 reais pode até ser troco para algumas pessoas, mas é algo que NÃO cabe no meu momento.
Eu poderia até apertar aqui e ali para ter esse dinheiro, caso fosse para algo que eu precisasse para viver melhor, mas não para um Layout, que é algo que eu posso tranquilamente viver sem.

Quando mandei o Email agradecendo pela atenção (coisa que me arrependo de ter feito, porque era melhor ter ignorado mesmo), não foi para desvalorizar o trabalho dela ou dizer que está caro. Certamente há alguém que possa pagar esses 600 reais, mas essa pessoa, infelizmente, não sou eu.

Quando eu disse que não tinha 600 reais para pagar, a tradução é essa aí mesmo, em português claro e barato. Eu sou uma dura, cheia de dívidas, que vive cometendo suicídio financeiro. 
Em momento algum eu quis desvalorizar o trabalho ou disse algo do tipo nas entrelinhas. Apenas disse que EU não tinha condições de pagar por esse preço. Nada mais.

Eu ando tão desligada do mundo que talvez agora seja grosseria, desvalorização do trabalho alheio ou qualquer outro nome que o valha, admitir minha pindaíba. 

Benhê, sou chique..só não tenho grana.

Chupa essa manga. 


CRAB

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Eu odeio o meu Plano de saúde. Mas odeio mesmo, de verdade. Aquele ódio genuíno, de raiz, e os motivos para tanto são muitos. Pra começar, a lista de credenciados é bem reduzida e você precisa ligar sempre, para saber se mais algum cancelou o contrato. Segundo, e a coisa mais surreal do mundo, para você ser atendido em uma clínica, você não segue o procedimento padrão, de marcar a consulta, levar a carteirinha, seus documentos e ser atendido. Não. No meu Plano você precisa ligar, marcar e depois ir no escritório do plano pegar uma autorização. Você só pode ser atendido com essa bendita autorização em mãos, e é aí que o caldo fica grosso.
O escritório do plano, além de ser o campeão de desorganização e burocracia, só tem mocinhas de péssimo humor que trabalham fornecendo essa autorização. Agora imaginem todos os clientes do plano dependendo dessas três mocinhas nada simpáticas para terem suas autorizações em mãos. De matar.

Eu só usei o plano duas vezes. Uma para testar e outra para fazer exames decorrentes desse teste. Acontece que faz um tempinho que eu venho sentindo um dor chata. Nada absurdo, que não me permita levantar da cama nem nada, mas como a dor já durava mais de um mês, resolvi pagar os meus pecados tentando uma consulta (Tô paganu). De largada, só consegui marcar para dali 25 dias. Que ótimo. Depois, o escritório do plano só funciona em horário comercial e para trabalhadores honestos, pagadores de impostos, tipo eu, tipo você, complica muito, visto que só rola de ir na hora do almoço. Mas como eu estava precisando, fui. Quando finalmente fui atendida, tinha uma senhora do meu lado que estava solicitando uma autorização para uma clínica chamada CRAB. Centro de reabilitação não sei das quantas. Ao falar o nome da clínica, a mocinha mau humorada pediu para ela repetir, o que ela fez de imediato: "Crab". A moça perguntou de novo, sorriu, olhou para a coleguinha do lado e emitiu a autorização.
Quando a senhora já estava na porta, ela volta com o papel em mãos dizendo que a autorização estava errada:
-O que está errado aí, Senhora?
-O nome da Clínica

A mocinha pega o papel, olha o que está escrito e diz que está certo.

-Não. Não está.
-Qual é o nome da Clínica, senhora?
-CRAB.
-Então, é o que está escrito aqui.
-Não. Aí está escrito CLAB. O nome da Clínica é CRAB. Você colocou CLAB porque achou que eu não sabia falar, mas se enganou. O nome é CRAB mesmo.
-CRAB?
-É, CRAB.
-Eu devo ter escutado errado.
-Você escutou certo, tanto é que mandou eu repetir 3 vezes, mas achou que eu estava falando errado e até olhou para sua colega do lado e sorriu.

E vai a mocinha outrora sorridente já perdendo a graça e visivelmente nervosa. A piadinha feita minutos antes havia desaparecido e já não fazia sentido. A senhora já chateada, chamou a Supervisora e fez o maior bafão daquele recinto. E vocês sabem como funciona essa coisa de gente insatisfeita. Basta um reclamar para todos os outros seguirem o fluxo.

Eu não sei qual foi o fim disso, porque eu já estava atrasada e precisava voltar para o trabalho, mas confesso que estou doida por uma nova consulta, mas só para voltar lá e saber se a mocinha foi demitida. =)

Vai ter Copa.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Mas falta patriotismo. Lembro de quando eu era criança e contava nos dedos a chegada da próxima Copa. A cidade inteira era tomada por uma euforia, por um mar de verde e amarelo, por um patriotismo que sempre dá as caras de 4 em 4 anos, mesmo sem ser convidado.
Lembro das camisas do Brasil que o meu pai comprava para toda família. Lembro da vaquinha que fazíamos com os moradores da rua para enfeitar a mesma. Lembro da bandeira do Brasil pintada no muro lá de casa. Da aglomeração de gente na varanda, já que lá era o QG da organização. Tempo bom.

Hoje bateu uma saudade da minha antiga casa toda enfeitada com bandeirolas verdes, azuis, amarelas e brancas. Das estrelas verde e amarela que a minha mãe desenhava em nossos rostos. Da roupas cheia de detalhes que nos lembravam em tudo a Copa. Das pessoas chegando..as tias com um prato de comida e os tios com cerveja e refrigerante. Da euforia quando saía um gol. De como aquele momento era mágico e transformava desconhecidos em melhores amigos de infância. Todo mundo se abraçava, pulava, alguns mais emotivos até choravam.

Faltando poucos dias para o inicio da Copa no Brasil, ainda não vi uma só residência enfeitada. Não vi uma rua pintada, as vendas da canarinho aquecidas no comércio..não vejo mais aquele brilho nos olhos, aquela ansiedade, aquela alegria que tinha dia e hora marcada para chegar.

No último bazar que fiz, caprichei em peças verde e amarelo e, acreditem, foram as únicas peças que sobraram. 

Separei minha antiga camisa da seleção, mas a pergunta é: será que vou usar? Espero que sim. Espero poder gritar, pular, sorrir, chorar e abraçar desconhecidos, resgatando aquele sentimento bom, que anda adormecido dentro de mim. 

Talvez

sábado, 17 de maio de 2014

Eu e essa minha mania de sumir. De me esconder, de me isolar. Andei bastante ausente, eu sei. E nem foi por falta de assunto. Tem uma porrada de texto nos rascunhos que por algum motivo eu decidi não publicar. Me falta ânimo. Ânimo para escrever, para viver, para curtir a vida da forma que ela se apresenta pra mim.

Miguel está indo embora, não mais em Setembro, como era o esperado, mas em Junho e isso tem me deixado muito triste. No trabalho, as coisas estão num nível que não sei dizer. Já não sou tão apaixonada como era. Já não vejo tanta graça e a sensação que eu tenho é de que é uma obrigação bem chata. Já chego no trabalho olhando para o o relógio e contando os minutos. 
Terminei o Inglês e não utilizei isso como forma de melhorar as coisas. Me inscrevi como voluntária da Copa, mas pulei fora no minuto final. Perdi a vontade.

O problema é que tudo perdeu a graça. Tudo. Até o bazar, que eu me amarrava em fazer, que despertava um sentimento bem gostoso em mim, não faz mais o menor sentido. 
Eu tentei desabafar por aqui inúmeras vezes, mas decidi poupar vocês desse infortúnio. 
Talvez no próximo post eu apareça com coisas legais para contar. Talvez eu volte para contar coisas tristes. Talvez eu volte. Talvez eu não volte. 

Talvez, talvez, talvez..são tantos que deixa tudo bagunçado na minha cabeça. Talvez seja só tristeza. Talvez ela seja passageira. Talvez a vida tenha parado de sorrir. Ou talvez eu seja mesmo o demônio que insisto em não enfrentar. Talvez. 

Quando o cuidado vira abuso.

terça-feira, 18 de março de 2014

Para vocês, qual é o limite entre abuso e cuidado?  Vou contar para vocês algo que aconteceu comigo, quando eu tinha 18, quase 19 anos. 

Resolvi ir para uma festa com uma prima, que apesar de todo resfriado, me acompanhou para que eu não ficasse sozinha. Chegando na festa, encontrei uma ex-amiga de escola e como a minha prima estava muito mal, deixei que ela fosse embora e fiquei com essa amiga, que estava com um grupo de amigos.
Entre esses amigos, estava o João, que imediatamente chamou a minha atenção. A troca de olhares era nítida e não demorou para que as pessoas colocassem a aquela velha pressão para ficar com ele. Fiquei.
Ficamos, bebemos, conversamos, bebemos, comemos, bebemos. A festa acabou e eu, que a essa altura já estava bêbada, resolvi acompanhá-los até a casa de um outro amigo (deles) para fechar a noite. Se eu fosse um pouco mais responsável e o teor alcoólico fosse menor, certamente teria pedido para me deixarem em casa, mas, como era a senhorita irresponsável e queria aproveitar a noite até o fim, resolvi acompanhá-los.
Chegando na casa desse amigo, não tinha cerveja, só vinho. Bebi e em poucos minutos percebi que a mistura cerveja/vinho não me fez bem. Comecei a passar mal e já nem sabia mais onde estava e com quem estava. Eu não lembro de tudo que aconteceu, mas o pouco que lembro, só consegui lembrar depois da ressaca passada e com muito esforço. Durante um tempo isso foi um assunto enterrado para mim, porque eu realmente não sabia (e ainda não sei) o que de fato aconteceu, mas hoje, com outra mentalidade e analisando as coisas com um pouco mais de maturidade, eu consigo entender o que aconteceu comigo naquele dia. 

Lembro do João ter perguntado para o dono da casa se tinha uma cama para eu deitar um pouco e lembro dele me levando para o quarto. Lembro da minha amiga ter oferecido ajuda, mas ele recusou. Depois disso, lembro que estava de calcinha e ele de cueca, e eu falando que não, que não queria e ele dizendo para eu relaxar, que eu ia gostar. Lembro de ter passado por um corredor e a Neila, a minha amiga, ter flagrado nós dois quase sem roupa e ter dado um ataque, gritando que era um absurdo ele querer fazer sexo comigo naquele estado. Depois eu lembro da Neila e do dono casa (que era gay) me dando banho e de me colocarem numa cama. A partir dai, só lembro que fui acordada com uma gritaria, uma briga generalizada. Ao que me consta, eu estava dormindo, vestida apenas com um camisão do dono da casa, porque havia vomitado nas minhas roupas, e o João estava deitado ao meu lado, nu e me acariciando. Foi quando a minha amiga entrou no quarto para saber se eu estava bem e viu aquila cena.
Se o João fez sexo comigo, eu realmente não sei dizer. Juro por tudo que é mais sagrado, pela alma dos meus pais que eu realmente não lembro. Só lembro da Neila gritando que ele era um canalha, que tinha se aproveitado, feito sexo com uma pessoa bêbada e que uns diziam que ele não fez nada e que se tivesse feito, havia feito com a "mina dele". E ela só gritava: "mas ela está bêbada, nem sabe o que está acontecendo". E a maioria gritava: "bebeu porque quis. Ninguém obrigou a beber. Veio com a gente porque quis. Deitou com ele porque quis. "  A discussão continuou e eu lembro da Neila pedir ajuda de um dos meninos para me levar para casa. 

No dia seguinte, continuo sem lembrar o que aconteceu exatamente, além da ressaca e da dor de cabeça, eu também estava com ressaca moral. Eu não sabia o que havia acontecido ao certo.
Procurei a Neila que narrou a versão dela dos fatos e disse que ficou muito decepcionada com o até então, amigo João. Um outro amigo dela, que também estava presente no dia anterior, ficou puto com ela e disse que qualquer coisa que tivesse acontecido, não era culpa do João, mas minha, porque eu, por vontade própria, resolvi me juntar a eles. Eu por vontade própria, resolvi beber e acompanhá-los para a casa de alguém desconhecido e beber mais ainda e, além de tudo isso, mesmo bêbada, sem condições de nada, concordei em ir para o quarto com o João.  Ao ouvir aquilo, eu resolvi engolir o choro e ir embora. Durante muito tempo eu carreguei a culpa comigo e agradeci por nada "mais grave" ter acontecido. Sempre me senti culpada por aquilo e me martirizei por isso. Afinal, eu bebi porque quis. Eu fui com eles para a casa de um desconhecido porque quis. Eu fui para o quarto com o João porque quis. Mas uma coisa eu sempre tive certeza: eu não fui para o quarto com ele para fazer sexo. Isso nunca passou pela minha cabeça. Fui porque estava mal, precisando deitar e de cuidados e por achar que ele, por ser o cara que estava ficando comigo, cuidaria de mim. Eu não sei se ele tentou fazer sexo comigo ou qual foi a proposta, mas lembro de em algum momento ter dito não, que não queria e ele dizer para eu relaxar, que eu ia gostar. Posteriormente, ele disse que esse diálogo aconteceu quando ele me chamou para tomar banho, mas não importa. Se eu disse não,é não e acabou. E se ele queria mesmo que eu tomasse um banho, por que não chamou a Neila, que era a única que não estava bêbada e além de ser mulher era também minha amiga? Por que após todo escândalo que ela fez ao nos flagrar quase sem roupa, ele veio deitar ao meu lado nu e ficou me acariciando, quando eu claramente estava em sono profundo? 
Quando comecei a questionar as atitudes dele, eu comecei a dissolver um pouco daquela culpa monstruosa que existia em mim. O fato de ter bebido voluntariamente, não significa livre acesso para ele fazer sexo comigo. O fato de ter ficado com ele uma festa também não significa sim, vamos transar. O fato de ter ficado bêbada e deitado com ele uma cama não significa o passe livre para o sexo. Pelo contrário. Eu estava vulnerável, incapaz e a única coisa que eu precisava era da proteção, até mesmo daquele "estranho", que até então mostrava interesse e preocupação por mim. 

Alguns anos depois, eu realmente não sei se rolou sexo entre nós naquele dia. Consumida por culpa e vergonha, eu me afastei daquelas pessoas que eu não conhecia e até da minha amiga Neila e deixei o assunto morrer dentro de mim. Encontrei com o João casualmente duas vezes depois desse episódio, mas fingimos que não nos conhecíamos. 
Isso ficou guardado em mim por um bom tempo, mas depois do Sábado, em que supostamente rolou um caso de abuso no BBB em proporções parecidas, eu resolvi dividir isso com vocês e trazer à tona essa questão: quando a proteção vira abuso. Porque me parece que a linha que separa um e outro nessas situações é muito tênue e é preciso muito cuidado para não cruzá-la.
Você pode ir para um Motel com o cara, tirar a roupa e na hora H falar não. Não importa se você deu esperanças, se você deu brecha. Importa o que você quer. Fazer algo contra a sua vontade ou aproveitar de uma situação em que você não pode oferecer resistência, é abuso, sim. Não se sinta culpada, como eu me senti por muito tempo. Respeitar os limites e o corpo do outro é uma questão que precisa ser colocada em discussão e em prática o quanto antes. As pessoas precisam entender que quando uma pessoa, seja homem ou mulher, diz não para sexo ou até mesmo um beijo, um selinho, é não e ponto final. Insistir ou até mesmo se aproveitar quando a pessoa não está em sã consciência, é abusar. É o violar o corpo alheio. É desrespeitar os limites. Desrespeitar a pessoa. 
Carinho, sim. Abuso, não. 


  

As crônicas da cozinheira: a receita, o vídeo e a barata.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Como vocês já perceberam, eu costumo desculpar o meu longo sumiço sempre com uma receita bacana. E como eu estive bastante ausente nos últimos dias, resolvi que queria algo especial. Algo que ficasse marcado além das imagens. Resolvi fazer uma receita super prática de um bacalhau de forno e, de quebra, fazer um vídeo, para que vocês pudessem ouvir e se encantar por minha voz suave, quase uma melodia (vai vendo).

Comprei os ingredientes, dei aquela geral na cozinha, caprichei na voz de locutora e estava até me sentindo a versão feminina do Olivier Anquier, quando no meio do vídeo, do MEU vídeo, aquele que me faria desbancar qualquer apresentadora de programa de culinária, surge uma infeliz de uma barata. Pânico, terror e aflição. Joguei tudo para o alto e corri feito uma louca, gritando por socorro. 
E olha que nem foi um baratão, mas, sim, uma baratinha, popularmente conhecida como baratas de mercados ou de navio. Aquelas pragas pequenas que se reproduzem mais que os Gremlins quando em contato com a água. 
Aí, minha amigas, adeus vídeo, adeus receita, adeus estrelato. 

Passado o susto inicial, o que seria um belo bacalhau de forno se transformou em um ovo frito com farofa.

Esse é o país da Copa, minha gente?

Aguardo consolo.

Reflexões da semana

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Então que esta blogueira ingrata resolveu aparecer. Não foi falta de tempo, falta de net ou nada do tipo, foi falta de ânimo mesmo. As coisas estão um pouco esquisitas em todos os aspectos da minha vida. Resolvi me recolher um pouco para prestar atenção em tudo que está acontecendo.

Sem contar que eu não fazia ideia  de que criar um cachorro seria tão trabalhoso, porém, prazeroso. Bolinha consome todo resquício de tempo e paciência que me resta. Como ela é uma cadelinha velha, ela veio cheia de hábitos e um desses é o de só fazer as necessidades na rua. Ou seja, passeio diurno e noturno diariamente. Quando esqueço um só dia de passear com ela, a revolta acontece e ela faz xixi na minha cama. Ninguém merece.

No trabalho eu estou atracada em muitas responsabilidades, já que demitiram duas funcionárias (isso é assunto para outro post) e estamos dividindo o trabalho delas até que contratem alguém para a vaga.

No amor, ando mais assustada e precavida do que nunca. Sim, eu ainda estou namorando,mas como vocês sabem, é namoro com prazo de validade, já que em Setembro Miguel volta para a Espanha. Confesso que isso tem ocupado muito mais espaço em minha mente do que deveria, mas é complicado saber que você está vivendo um relacionamento legal, que está apaixonada por alguém que dentro de alguns meses irá partir. E nem tem aquela coisa de namoro a distância, porque estamos falando da Espanha e não do bairro/cidade/estado próximo. Enfim, estou deixando acontecer para saber o que o futuro me reserva. Espero que seja coisas boas. ;)

Desejos simples para Janeiro

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Todo ano é a mesma coisa: começo pedindo para cumprir as promessas do ano anterior, que são muitas e vão se acumulando até eu não lembrar mais nem da metade delas.
Este ano não (tá, é mentira. Eu continuo pedindo isso, xiuuu!). Este eu resolvi deixar rolar e desejar coisas em doses homeopáticas e coisas bemmm mais simples.
Para o mês de Janeiro, por exemplo, eu quero três coisas aparentemente simples, mas que estão me dando um baile.

1ª - Quero um layout novo para o Blog. Não que eu não goste desse. Pelo contrário, eu adoro. Mas eu peguei ele em um Blog com layout free, achando que estava abalando Bangu. Passeando aqui e passeando ali, vi uns 20 Blogs com o mesmo lay. Fiquei com a sensação de estar no meu Blog o tempo todo. 
Pesquisei o preço em dois lugares, mas no momento não se encaixa na minha realidade financeira, principalmente agora, que virei mãe de um cachorrinho velhinho, que exige N cuidados. 
Vou começar a guardar moedas em um cofre, quem sabe até Junho eu consiga juntar o valor. \o

2ª- Bonecas Tilda. Eu sou uma apaixonada por bonecas e desde que vi as Tildas desfilando por aí que foi amor a primeira vista. Não será dessa vez que terei uma no meu quarto e é pelo mesmo motivo do item anterior. 



3ª Último e não menos importante, mas que me deu uma vergonha danada de postar, visto que todas as minhas tentativas de conseguir fracassaram, vem as tão sonhadas estrelas de origami coloridas.

Gente, é sério. Eu sou apaixonada por elas, tenho até o vidrinho esperando as inquilinas, mas todas, eu disse TODAS as minhas tentativas em fazer as estrelas aparentemente fáceis, fracassaram. Eu não sei o que é, se é implicância, burrice ou uma força sobrenatural, porque eu já vi vários vídeos no Youtube, já li detalhadamente o passo a passo e não consigo fazer. Frustração define. =(

Não são lindas? Cute cute

Minha tara por essas estrelas é tão grande, que se alguma leitora souber fazer e tiver tempo, disposição e quiser fazer essa que vos bloga muito feliz, é só deixar um comentário dizendo que faz essas lindinhas pra mim que eu juro que mando papel e a grana do frete. Sim, gente, estou apelando. =)

Alguém ajuda? 

Trégua na batalha

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

2013 já é passado e 2014 uma realidade gritante na minha cara. Já virei o ano cheia de contas para pagar. 

Os últimos anos eu vivi numa verdadeira roda gigante. Estava por cima, estava por baixo, por cima, por baixo, nunca parando no meio, nem por alguns segundos. 
Essa loucura toda começou em Outubro de 2011, quando eu descobri que no fundo do poço havia um fundo falso e eu desci mais um pouco. Passei por privações e provações que nunca imaginei passar. Cansei. Descobri meu limite, fui além dele. Me esgotei física e psicologicamente. Pensei em desistir de tudo. Fui covarde. Deixei de remar e esperei a maré me levar. 
Dezembro de 2011 e finalmente um luz, mesmo que fraca, no fim do túnel. Pude respirar um pouco mais e ganhar fôlego para enfrentar aquele que seria o meu pior começo de ano. 2012 começou com tudo me puxando para baixo. Fiz o que pude e o que não pude para continuar vivendo. Inúmeras vezes pensei ser impossível continuar. Deixei passar, embora sem perceber, oportunidades maravilhosas. Sofri. Me isolei, me afastei dos amigos e da família. Batalhei meu espaço, mas só consegui um cantinho no final do beco escuro.
Junho de 2012 e tudo começou a melhorar consideravelmente. Novo ânimo, nova energia, mais expectativas, sonhos, desejos..voltei a viver e não mais sobreviver. Exatamente um ano depois, olha a vida tentando me jogar na lama de novo. O bom de passar muito tempo na lama é que você aprende a como sair dela com mais facilidade. Perdi o rebolado algumas vezes, mas não perdi o salto. Chorei noites infinitas e me questionei por que aquilo estava acontecendo comigo. Não entendia como as coisas sempre davam errado, apesar do meu esforço e entrega para que dessem certo. Deixei de questionar e de pensar. Segui o fluxo.
Dezembro de 2013 e a vida começou a me oferecer seu sorriso, embora tímido, mas já era grande coisa para quem só conheceu o choro. Resolvi sorrir de volta e abrir os braços, oferecendo meu colo.

Na virada do ano, abraçada a uma pessoa importante, além dos pedidos tradicionais de saúde, amor, paz, dinheiro e etc, o que eu pedi com muito fervor foi para perceber as oportunidades que a vida me apresenta, mesmo em forma de enigma. Perceber e agarrar com todas as minhas forças, porque só assim, não deixando as oportunidades irem embora, é que eu vou achar o caminho que quero trilhar.
Estou cansada de brigar com o mundo, com a vida.
Em 2014 eu só quero não travar tantas batalhas (internas e externas). Ter um pouco mais de tranquilidade e dormir, ao menos algumas noites, sem pensar em como solucionar problemas ao amanhecer. 

Vem ni mim, 2014. Sou toda sua. 






Design e código feitos por Julie Duarte. A cópia total ou parcial são proibidas, assim como retirar os créditos.
Gostou desse layout? Então visite o blog Julie de batom e escolha o seu!