Vai ter Copa.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Mas falta patriotismo. Lembro de quando eu era criança e contava nos dedos a chegada da próxima Copa. A cidade inteira era tomada por uma euforia, por um mar de verde e amarelo, por um patriotismo que sempre dá as caras de 4 em 4 anos, mesmo sem ser convidado.
Lembro das camisas do Brasil que o meu pai comprava para toda família. Lembro da vaquinha que fazíamos com os moradores da rua para enfeitar a mesma. Lembro da bandeira do Brasil pintada no muro lá de casa. Da aglomeração de gente na varanda, já que lá era o QG da organização. Tempo bom.

Hoje bateu uma saudade da minha antiga casa toda enfeitada com bandeirolas verdes, azuis, amarelas e brancas. Das estrelas verde e amarela que a minha mãe desenhava em nossos rostos. Da roupas cheia de detalhes que nos lembravam em tudo a Copa. Das pessoas chegando..as tias com um prato de comida e os tios com cerveja e refrigerante. Da euforia quando saía um gol. De como aquele momento era mágico e transformava desconhecidos em melhores amigos de infância. Todo mundo se abraçava, pulava, alguns mais emotivos até choravam.

Faltando poucos dias para o inicio da Copa no Brasil, ainda não vi uma só residência enfeitada. Não vi uma rua pintada, as vendas da canarinho aquecidas no comércio..não vejo mais aquele brilho nos olhos, aquela ansiedade, aquela alegria que tinha dia e hora marcada para chegar.

No último bazar que fiz, caprichei em peças verde e amarelo e, acreditem, foram as únicas peças que sobraram. 

Separei minha antiga camisa da seleção, mas a pergunta é: será que vou usar? Espero que sim. Espero poder gritar, pular, sorrir, chorar e abraçar desconhecidos, resgatando aquele sentimento bom, que anda adormecido dentro de mim. 

Talvez

sábado, 17 de maio de 2014

Eu e essa minha mania de sumir. De me esconder, de me isolar. Andei bastante ausente, eu sei. E nem foi por falta de assunto. Tem uma porrada de texto nos rascunhos que por algum motivo eu decidi não publicar. Me falta ânimo. Ânimo para escrever, para viver, para curtir a vida da forma que ela se apresenta pra mim.

Miguel está indo embora, não mais em Setembro, como era o esperado, mas em Junho e isso tem me deixado muito triste. No trabalho, as coisas estão num nível que não sei dizer. Já não sou tão apaixonada como era. Já não vejo tanta graça e a sensação que eu tenho é de que é uma obrigação bem chata. Já chego no trabalho olhando para o o relógio e contando os minutos. 
Terminei o Inglês e não utilizei isso como forma de melhorar as coisas. Me inscrevi como voluntária da Copa, mas pulei fora no minuto final. Perdi a vontade.

O problema é que tudo perdeu a graça. Tudo. Até o bazar, que eu me amarrava em fazer, que despertava um sentimento bem gostoso em mim, não faz mais o menor sentido. 
Eu tentei desabafar por aqui inúmeras vezes, mas decidi poupar vocês desse infortúnio. 
Talvez no próximo post eu apareça com coisas legais para contar. Talvez eu volte para contar coisas tristes. Talvez eu volte. Talvez eu não volte. 

Talvez, talvez, talvez..são tantos que deixa tudo bagunçado na minha cabeça. Talvez seja só tristeza. Talvez ela seja passageira. Talvez a vida tenha parado de sorrir. Ou talvez eu seja mesmo o demônio que insisto em não enfrentar. Talvez. 






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