Quando perco a paciência

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Eu não sou a melhor das funcionárias, mas me esforço ao máximo para fazer o melhor de mim no meu trabalho. Busco sempre oferecer melhores serviços e, principalmente, ter bastante atenção. Acredito que os meus chefes estão satisfeitos, porque são quase anos de emprego e um total de 0 reclamação. Pelo contrário. Nesses quase dois anos eu venho acumulando alguns elogios. 
Por fazer sempre bem o meu trabalho, o mínimo que eu espero é que as outras pessoas façam o mesmo. Fico revoltada quando vejo alguém que ganha para fazer determinada coisa e não faz. E se faz, não faz direito. 
Na semana passada eu perdi a paciência com o segurança do meu trabalho. Em poucos minutos eu coloquei pra fora a raiva de quase dois anos e não foi nada agradável. 
Para ter acesso ao meu setor de trabalho, eu preciso passar por uma portaria. Portaria essa que eu passo religiosamente de segunda a sexta, tanto para entrar, quanto para sair, inclusive, no horário de almoço. E veja bem, isso vem acontecendo há quase dois anos. Além do mais, não é permitida a entrada de nenhum funcionário sem o crachá. Todos eu dias eu passo pelo mesmo lugar, três vezes por dia, e com o crachá pendurado no pescoço, mas tem um segurança que dia sim, dia não resolve me parar e pedir para que me identifique e fale o setor que estou procurando. Eu apenas aponto para o crachá e ele, com cara de poucos amigos me deixa passar. 
Ele fez isso na segunda, na quinta e segunda de novo. Aí foi muita coisa. Perdi a paciência, mesmo. 

Falei que eu passava por lá há quase dois anos, tempo mais que suficiente para ela saber que eu era funcionária e não uma visitante, mas que se mesmo assim ele não houvesse gravado a minha fisionomia, que o meu crachá estava estampado em todas as ocasiões que ele me parou e que só havia dois motivos para ele fazer isso, e mesmo assim, ambos motivos são inaceitáveis.
Primeiro- ou ele tem algum problema na visão, que o impede de enxergar o meu crachá, fazendo com que ele não tenha a menor noção de quem entra ou sai do prédio, o que é péssimo para segurança, ou ele fazia esse tipo de coisa por brincadeira, o que também é péssimo, mas de qualquer forma, eu faria uma reclamação formal na Diretoria. E fiz.

Aguardando as cenas do próximo capítulo. 






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